COMUNICADO IMPORTANTE


Informo que a Autora do Blog faleceu em 16 de Abril de 2023, e, por conta disso, este espaço não será mais atualizado, e também não haverá aprovação de novos comentários.

segunda-feira, 13 de junho de 2022

... Santo Antonio ...


Antes de tecermos o conteúdo da postagem, 
quero falar um pouco sobre as imagens 
que são tão criticadas por alguns, 
por carregarmos essa infinidade de "fotos" esculpidas 
de vários homens e mulheres 
que foram exemplos edificantes para a Igreja.

Na antiguidade nossos antepassados 
ainda não tinham dominado a arte da perspectiva,
seus desenhos eram todos de perfil.

Quando queriam deixar registrado 
a imagem de algo ou alguém, eles lançavam mão da escultura, 
que desde muito cedo eles já tinham dominado.



E foi assim que os primeiros cristãos,
 conseguiram deixar expressas
as imagens dos nossos primeiros cristãos 
que de alguma forma tornaram-se dignos de serem lembrados.
Isso não quer dizer que adoramos imagens.
Temos sim respeito e amor por esses cristãos 
que de uma forma ou de outra deram sua vida por JESUS.

Apenas alguns exemplos.
São Sebastião é representado amarrado em uma árvore 
todo flechado.
A causa da morte definitiva dele foi outra,
e difícil de moldar.
São Judas Tadeu é representado segurando um machado,
pois foi morto a machadadas.
E mais uma infindável representação de santos,
por quem cada um se apega com aquele que teve mais empatia.
Isso não quer dizer que estejamos adorando imagens.
Aproveitar o assunto e dizer que temos também 
por esse mundo sem fim uma infinidade de pessoas
que também são santificadas, embora vivam no anonimato.

E com o passar do tempo, 
mesmo já tendo dominado a perspectiva,
e ainda sem a fotografia,
os cristãos continuaram a representar com a escultura
a imagem daqueles que deram e viveram sua vida 
por JESUS.
 
・:,。☆゚・:,。

Mas vamos para Santo Antonio.
A imagem que temos de Santo Antonio,
é ele segurando o Menino JESUS nos braços,
e sabemos que Santo Antonio é de um tempo bem posterior 
ao de JESUS aqui na terra.


Ele é conhecido como Santo Antônio de Pádua.
Pádua é uma cidade na região de Veneto, no norte de Itália.  
Lá, na Basílica de Santo Antônio, do século XIII, 
encontra-se o túmulo dele.


・:,。☆゚・:,。

Fernando Antônio de Bulhões, era seu nome de nascença.
Fernando nasceu em Lisboa, Portugal, 
em 15 de agosto do ano de 1195. 
De família nobre e rica, era filho único de Tereza Taveira,
e Martinho de Bulhões, oficial do exército de Dom Afonso.  
Sua formação inicial foi feita pelos cônegos da Catedral de Lisboa.
 Fernando gostava de estudar e de ficar mais recolhido.

Com 15 anos, Fernando ingressou 
no Mosteiro de São Vicente de Fora (Lisboa),
contra a vontade de seu pai,
 onde iniciou sua formação religiosa.
Morou lá por 2 anos. 
Com uma grande biblioteca em mãos, 
Fernando avança na sua história, pelo estudo e pela oração.
 
Foi transferido para Coimbra
para estudar no Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra,
ficando lá por 10 anos,
onde recebeu sólida formação filosófica e religiosa.
 
Em Coimbra ele  foi ordenado sacerdote em 1220,
adotando o nome de Antônio. 
Logo se viu o dom da palavra que transbordava 
do jovem padre agostiniano. 
Ele tinha conhecimento e grande poder de pregação.
Nesse mesmo ano, 
se sensibilizou ao ver os despojos dos frades franciscanos 
que são venerados no Mosteiro de Santa Cruz, 
após serem martirizados numa missão no Marrocos, 
na tentativa de evangelizar os mouros.

Resolveu então, se juntar à ordem dos Franciscanos 
e recebeu o hábito de São Francisco no Convento de Olivas, 
em Coimbra, com o nome de Frei Antônio. 
Em uma missão foi para o Marrocos, 
mas após um ano de catequese nesse país, 
teve de deixa-lo devido a uma enfermidade 
e seguiu para a Itália.

Em 1221, Frei Antônio viajou para Assis.  
Em 1222 foi convidado para a ordenação sacerdotal em Forli, 
quando fez um sermão revelando grande dom da oratória 
e seu profundo conhecimento da Bíblia.

Em seguida, foi designado para difundir e evangelizar a doutrina 
na região da Lombardia. 
Em 1224 foi indicado por são Francisco de Assis 
para lecionar Teologia na universidade de Bolonha. 
Em seguida, foi enviado para a França, 
onde lecionou nas universidades de Toulouse, 
Montpellier e Limoges.

Em todos os lugares por onde passou,
 as suas pregações encontraram forte eco popular, 
pois lhe eram atribuídos feitos prodigiosos 
que contribuíram para o crescimento de sua fama de santidade.

No final de 1227 Frei Antônio retornou à Itália 
e até 1230 atuou como Ministro Provincial em Milão e em Pádua. Participou do Capítulo Geral em Assis, 
onde assistiu o traslado dos restos mortais de São Francisco, 
da Igreja de São Jorge para a nova Basílica.

Ainda em 1230, Santo Antônio solicitou ao papa 
a dispensa de suas funções no cargo Provincial, 
para dedicar-se à pregação e contemplação, 
permanecendo no mosteiro que havia fundado em Pádua.

Entre 5 de fevereiro e 23 de março de 1231, 
pregou os Sermões da Quaresma.
Em maio abençoou a cidade de Pádua.

Com uma saúde precária, 
Frei Antônio recolheu-se ao convento de Arcella, 
perto de Pádua, onde escreveu uma série de sermões 
para domingos e dias santificados.

Santo Antônio faleceu em Pádua, Itália, 
no dia 13 de junho de 1231.
Conta-se que em Lisboa 
os sinos das Igrejas começaram a repicar sozinhos 
e só depois o povo soube da morte do Frei.  
Em 1263, seus restos mortais 
foram levados para a Basílica de Santo Antônio de Pádua, 
construída em sua memória. 


Os milagres de Frei Antônio, ainda em vida, 
lhe valeram a canonização, em 13 de maio de 1232, 
 onze meses depois de sua morte, pelo papa Gregório IX.
Sua canonização foi realizada na catedral de Espoleto,  
sendo o processo mais rápido da história da Igreja.

Um dos milagres de Frei Antônio, 
é relatado quando ele pregava aos hereges em Rimini, na Itália, 
e estes não o quiseram escutar e deram-lhe as costas.
Sem desanimar, ele foi vai até a beira do rio 
e continuou pregando, momento que ocorreu um milagre, 
quando vários peixes se aproximaram 
e colocando a cabeça fora d’água em ato de escuta.
Os hereges ficaram tão impressionados que logo se converteram. 

Outro milagre de Frei Antônio é o que ele salva o pai da forca.  
Estando o frei fazendo uma pregação em Pádua, 
sentiu que sua presença era necessária em Lisboa.
Pediu licença para se recolher 
por alguns minutos a seus aposentos,
e de não ser  incomodado por nenhum motivo.  
Cobriu a cabeça com o capuz e ficou em silêncio. 
Neste tempo de recolhimento, ele vai a Lisboa, 
onde seu pai tinha sido condenado pelo homicídio de um jovem. 
O jovem, ressuscitado pelo frei, afirma a inocência de seu pai.
Após ver seu pai inocentado, 
Frei Antônio volta para Pádua e retorna a sua pregação. 
Nesse ato, ocorreram dois fatos miraculosos em um só. 
Esteve em dois lugares ao mesmo tempo 
e provou o poder de reanimar os mortos.

Outro passagem da vida de Frei Antônio 
só foi revelado após a sua morte, 
como ele pediu ao conde Tiso, 
que o acolheu em sua casa em Pádua. 
Certa noite, ao ver alguns raios de luz 
saindo das frestas da porta do quarto, 
o conde se aproximou e olhou pela fresta.
Compreendeu ser algo sobrenatural,
pois viu a Virgem Maria entregando o menino JESUS
 aos braços do frei. 
Enquanto ainda observava, aquela aparição se desfez.
Saindo do quarto e percebendo que o conde 
havia presenciado a cena, 
pediu a ele que só contasse o que viu após a sua morte. 
Por esse fato, o santo é  representado 
carregando nos braços o Menino JESUS.

Durante suas pregações nas praças e igrejas, 
 cegos, surdos, coxos e muitos doentes ficavam curados.

A história do “Pão de Santo Antônio” 
vem de um acontecimento curioso.  
Frei Antônio comovia-se tanto com a pobreza 
que certa vez, distribuiu aos pobres 
todo o pão do convento em que vivia. 
O frei padeiro ficou em apuros, 
quando, na hora da refeição, 
percebeu que os freis não teriam pão, 
pois os pães tinham sido roubados.
Atônito, foi contar a Frei Antônio o ocorrido. 
Este mandou que verificasse melhor 
o lugar em que os tinha deixado. 
O Irmão padeiro voltou estupefato e alegre. 
Os cestos transbordavam de pão, 
tanto que foram distribuídos aos freis e aos pobres.

 Santo Antônio casamenteiro.  
Uma jovem, desesperada por não ter dinheiro 
para pagar o dote 
(dinheiro que mulheres pagavam à família do marido para se casar),  ajoelhou-se diante de uma imagem de Santo Antônio
 e pediu que ele a ajudasse a solucionar o problema. 
Segundo contam, pouco depois, moedas de ouro 
teriam aparecido diante da jovem, 
possibilitando o casamento. 

A nossa língua é uma das partes mais frágeis do corpo, 
e após a morte é das primeiras a decompor-se.
 O corpo de Santo Antônio foi exumado em 8 de abril de 1263, 
32 anos após sua morte. 
Isso aconteceu para ser feito o translado do corpo dele 
para uma Basílica construída para ele.
No ato da exumação a língua do frei Antônio estava intacta.
DEUS mostrou-nos a aprovação da missão de Frei Antônio 
e em particular a sua pregação, 
que ele levava a cabo através da língua e das cordas vocais.
A língua foi colocada num "tabernáculo" à parte, 
protegida por vidro.
 A língua e as relíquias de Santo Antônio 
que ficaram em Pádua,  
estão em exibição na Capela do Tesouro da Basílica.

Santo Antônio é padroeiro das cidades 
de Pádua e de Lisboa.

sexta-feira, 10 de junho de 2022

... Convento de Mafra ...


João V, nasceu em 22 de outubro de 1689, 
e faleceu em 31 de julho de 1750,
(Paço da Ribeira, Lisboa, Portugal).
Apelidado de O Magnânimo, 
foi Rei de Portugal e Algarves de 1706 até à sua morte. 
Vigésimo quarto rei de Portugal, 
o seu reinado, que durou de 1707 até à sua morte em 1750, 
foi um dos mais longos da História portuguesa.  
Era filho de D. Pedro II e de D. Maria Sofia de Neuburgo.  
Foi aclamado rei a 1 de janeiro de 1707. 
Casou-se em 9 de julho de 1708 com D. Maria Ana da Áustria,
irmã do imperador austríaco Carlos III.

 
Como rei, João V empenhou-se em projetar Portugal 
como uma potência internacional.

O último feito diplomático do reinado de João V 
foi o Tratado de Madrid de 1750, 
que estabeleceu as modernas fronteiras do Brasil. 
Os vestígios do seu reinado no Brasil incluem cidades como, 
Ouro Preto, então capital do distrito do ouro das Minas Gerais,
 São João del-Rei, assim nomeada em sua honra,
 Mariana, que recebeu o nome da rainha,  
São José, a que foi dada o nome do príncipe herdeiro,
 assim como numerosas outras cidades, 
igrejas e conventos da era colonial.

O Palácio-Convento de Mafra, 
foi mandado construir como forma de agradecer 
o nascimento do seu primeiro filho varão.
Era um enorme edifício composto por uma basílica,  
um palácio real, um convento,
 e uma das mais belas bibliotecas europeias.

As 7 horas da manhã de 22 de Outubro de 1730, 
dia em que o rei fazia 41 anos de idade, 
iniciou-se a festa de consagração da Basílica, 
que se prolongaria até às 7 da manhã do dia seguinte. 
Foi servido, na ocasião, um banquete popular a 9.000 pessoas. 
As festas acabaram por se estender por mais 7 dias, 
ao som das melodias dos dois enormes carrilhões 
mandados vir de Antuérpia.

 Os Carrilhões têm em conjunto 92 sinos

e pesam cerca de 217 toneladas.

São considerados entre os melhores do mundo.

Tocam valsas e contradanças.

A forte ligação do palácio à música mantém-se até hoje. 


Surpresa,

é o primeiro sentimento que toma conta de quem chega a Mafra. 

A dimensão do Convento espanta qualquer um.          

Ele é visto ao longe, de qualquer ponto da cidade.


Os aposentos do rei foram construídos numa extremidade

e os da rainha na outra, a 232m de distância,

tendo entre eles a imponente Basílica.




 O último rei português, D. Manuel II,

dormiu no Palácio-Convento de Mafra

na última noite que passou em Portugal,

antes de partir para o exílio a 05 de outubro de 1910. 

(Dia da implementação da República)



A caça era uma das atividades eleitas pela família real,

de tal modo que tinham uma sala do Palácio

decorada só com elementos relacionados a caça.

Os terrenos que circundavam o Convento

permitiam estas grandes caçadas por serem ricos em fauna e flora.








Sala de caça, sala de jogos,

sala de música, que era a sala amarela.

Detalhes que demonstravam a ostentação da família real.







A Basílica tem o seu interior forrado a mármore.

Seis órgãos do princípio do século XIX,

que voltaram a tocar em 2010

após 11 anos em recuperação.

Foi um espetáculo lindo.

Possui 11 capelas com 450 esculturas de mármore,

45 tribunas e tem 18 portas.




⛏Orgão




A biblioteca do Convento também  impressiona.  
Possui cerca de 40 000 livros, com encadernações em couro, 
gravados em ouro, 
nisso está incluído uma segunda edição de 
"Os Lusíadas" de Luís de Camões.

Os livros, apesar do passar dos anos mantêm-se intactos,

isso, graças aos mais inesperados seguranças, os morcegos.

Os morcegos que habitam a Biblioteca do Palácio-Convento,

ajudam a manter os livros livres dos insetos

que comem o papel, a tinta e a cola dos livros,

podendo estragá-los.

Estes bichinhos, que de dia dormem, trabalham à noite,

caçando os insetos, sem interferirem no equilíbrio do ambiente. 








O Convento de Mafra era Convento e Palácio,
e isso refletia a diferença no estilo de vida 
dos monges franciscanos com o estilo de vida da família real.

Os monges viviam humildemente,

apenas com o essencial.

Tinham uma cozinha, uma botica, um hospital,

  com 16 cubículos privados de onde os pacientes

podiam ver e ouvir a missa na capela sem saírem das suas camas,

celas dos monges e artefactos de autopunição

para reprimir o pecado.



Claustro do Convento.





Convento - Palácio de Mafra



O alemão Frederic Ludwig, 
autor do projeto do Convento de Mafra.



Antiga nota de 50 Escudos
com o Convento de Mafra.





quinta-feira, 9 de junho de 2022

... Não te rendas ...



                            Esse poema é atribuído ao poeta uruguaio Mario Benedetti, 
                       mas nada se encontra que prove ser de autoria dele.

Não te rendas, ainda há  tempo de alcançar e começar de novo,
aceitar as tuas sombras enterrar os teus medos,
largar o lastro, retomar o voo.

Não te rendas que a vida é isso, continuar a viagem,
perseguir os teus sonhos, destravar os tempos,
arrumar os escombros, e destapar o céu.

Não te rendas, por favor, não cedas. 
Ainda que o frio queime, ainda que o medo morda,
ainda que o sol se esconda, e se cale o vento.
Ainda há fogo na tua alma, ainda existe vida nos teus sonhos.

Porque a vida é tua, e teu é também o desejo,
porque o quiseste e eu te amo.
Porque existe o vinho e o amor,
porque não existem feridas que o tempo não cure.

Abrir as portas, tirar os ferrolhos,
abandonar as muralhas que te protegem,
viver a vida e aceitar o desafio,
recuperar o riso, ensaiar um canto,
baixar a guarda e estender as mãos,
abrir as asas e tentar de novo,
celebrar a vida e relançar-se no infinito.

Não te rendas, por favor, não cedas.
Mesmo que o frio queime, mesmo que o medo morda,
mesmo que o sol se ponha e se cale o vento.
Ainda há fogo na tua alma,
ainda existe vida nos teus sonhos.
Porque cada dia é um novo início,
porque esta é a hora e o melhor momento.
Porque não estás só, porque eu te amo.