COMUNICADO IMPORTANTE
Informo que a Autora do Blog faleceu em 16 de Abril de 2023, e, por conta disso, este espaço não será mais atualizado, e também não haverá aprovação de novos comentários.
terça-feira, 11 de julho de 2017
segunda-feira, 10 de julho de 2017
... Cronica de Rubem Alves ...
Rubem Azevedo Alves
* 15 de setembro de 1933
†19 de julho de 2014
Rubem foi psicanalista, educador,
teólogo e escritor brasileiro.
É autor de livros e artigos abordando temas religiosos,
educacionais, existenciais,
além de uma série de livros infantis.
Crônica
(Rubem Alves)
(Rubem Alves)
Tão bonita, a idéia da democracia!
Melhor não há.
Os cidadãos educados, conscientes das suas necessidades,
no exercício da sua liberdade, sem compulsões, sem enganos, escolhem por meio do voto
aqueles que serão os seus representantes.
Na cidade, os vereadores, no estado, os deputados estaduais,
no país, os deputados federais e os senadores.
Nada mais transparente. Nada mais honesto.
Melhor não há.
Os cidadãos educados, conscientes das suas necessidades,
no exercício da sua liberdade, sem compulsões, sem enganos, escolhem por meio do voto
aqueles que serão os seus representantes.
Na cidade, os vereadores, no estado, os deputados estaduais,
no país, os deputados federais e os senadores.
Nada mais transparente. Nada mais honesto.
E os representantes do povo,
dominados por um único ideal:
trabalhar para o bem comum.
No ato de se aceitarem como representantes do povo
eles deixam de lado a sua vontade,
os seus interesses privados, particulares.
Tornaram-se depositários da vontade do povo.
Quando pensam e agem
não pensam e agem de acordo com os seus interesses.
Apenas uma pergunta informa o seu pensar e o seu agir:
“É do interesse do povo?”
dominados por um único ideal:
trabalhar para o bem comum.
No ato de se aceitarem como representantes do povo
eles deixam de lado a sua vontade,
os seus interesses privados, particulares.
Tornaram-se depositários da vontade do povo.
Quando pensam e agem
não pensam e agem de acordo com os seus interesses.
Apenas uma pergunta informa o seu pensar e o seu agir:
“É do interesse do povo?”
É assim que eu quero.
É assim que todo mundo quer.
Como é linda a democracia quando escrita no papel!
O problema é que o que está escrito,
não é aquilo que é vivido.
O poder corrompe os ideais.
É assim que todo mundo quer.
Como é linda a democracia quando escrita no papel!
O problema é que o que está escrito,
não é aquilo que é vivido.
O poder corrompe os ideais.
Faz muitos anos,
escrevi uma estória para grandes e pequenos
sobre o que acontece na democracia.
Era sobre um bando de ratos
que vivia num buraco do assoalho de uma casa.
Todo mundo sabe que ratos gostam de queijo.
E havia um queijo enorme, amarelo, cheiroso,
sobre a mesa da sala onde estava o buraco.
Os ratos, de dentro do seu buraco,
olhavam o queijo e sonhavam sobre o dia em que juntos, ordenadamente, alegremente, haveriam de comer o queijo.
O queijo era grande para todos.
Todos comeriam o queijo fraternalmente.
Nenhum rato ficaria com fome.
Que sonho mais bonito!
Mas por que não comiam o queijo?
Por causa do gato que guardava o queijo.
O gato era o obstáculo que se interpunha
entre os ratos e o queijo.
Eliminado o gato, seria o paraíso!
É sempre assim:
diante do gato todos os ratos são irmãos.
E marchavam gritando palavras de ordem:
“Os ratos, unidos, jamais serão vencidos...”
escrevi uma estória para grandes e pequenos
sobre o que acontece na democracia.
Era sobre um bando de ratos
que vivia num buraco do assoalho de uma casa.
Todo mundo sabe que ratos gostam de queijo.
E havia um queijo enorme, amarelo, cheiroso,
sobre a mesa da sala onde estava o buraco.
Os ratos, de dentro do seu buraco,
olhavam o queijo e sonhavam sobre o dia em que juntos, ordenadamente, alegremente, haveriam de comer o queijo.
O queijo era grande para todos.
Todos comeriam o queijo fraternalmente.
Nenhum rato ficaria com fome.
Que sonho mais bonito!
Mas por que não comiam o queijo?
Por causa do gato que guardava o queijo.
O gato era o obstáculo que se interpunha
entre os ratos e o queijo.
Eliminado o gato, seria o paraíso!
É sempre assim:
diante do gato todos os ratos são irmãos.
E marchavam gritando palavras de ordem:
“Os ratos, unidos, jamais serão vencidos...”
Pois não é que um dia o gato desapareceu?
Para onde foi, ninguém sabe.
Os ratos não podiam acreditar!
Chegara a hora de realizar o seu sonho!
A participação fraterna e socialista no bem supremo,
o queijo.
Correram para o queijo.
Os ratos mais fortes, na frente.
E os ratos fracos, humildemente, atrás, como na vida...
Para onde foi, ninguém sabe.
Os ratos não podiam acreditar!
Chegara a hora de realizar o seu sonho!
A participação fraterna e socialista no bem supremo,
o queijo.
Correram para o queijo.
Os ratos mais fortes, na frente.
E os ratos fracos, humildemente, atrás, como na vida...
Aí uma metamorfose aconteceu.
Ao chegar ao queijo os ratos perceberam
que queijos sonhados não eram iguais aos queijos reais.
Os queijos sonhados são infinitos:
pode-se comer deles à vontade que não acabam.
Mas os queijos reais, cada mordida de um
é uma mordida a menos para o outro.
E à fraternidade seguiu-se a luta.
Não entre gatos e ratos, mas entre ratos e ratos.
E os ratos, que até então só sabiam sorrir
e viviam cantando canções de fraternidade,
arreganharam os dentes afiados uns para os outros.
E aí os ratos se dividiram em ratos gordos de dentes afiados
e ratos magros que viviam amedrontados.
E os ratos magros, de dentro do seu buraco,
olhavam para os ratos gordos, comendo o queijo.
E notaram então uma horrível transformação:
os ratos gordos tinham a cara igualzinha à do gato.
Porque, entre gato e rato a diferença é pouca: só uma letra...
Ao chegar ao queijo os ratos perceberam
que queijos sonhados não eram iguais aos queijos reais.
Os queijos sonhados são infinitos:
pode-se comer deles à vontade que não acabam.
Mas os queijos reais, cada mordida de um
é uma mordida a menos para o outro.
E à fraternidade seguiu-se a luta.
Não entre gatos e ratos, mas entre ratos e ratos.
E os ratos, que até então só sabiam sorrir
e viviam cantando canções de fraternidade,
arreganharam os dentes afiados uns para os outros.
E aí os ratos se dividiram em ratos gordos de dentes afiados
e ratos magros que viviam amedrontados.
E os ratos magros, de dentro do seu buraco,
olhavam para os ratos gordos, comendo o queijo.
E notaram então uma horrível transformação:
os ratos gordos tinham a cara igualzinha à do gato.
Porque, entre gato e rato a diferença é pouca: só uma letra...
Muitas pessoas
sabem tudo sobre essa coisa que se chama política.
Dentre todos
os que mais sabem são os políticos por profissão
que se especializam na arte de não cair do cavalo.
São capazes de montar touro, búfalo, vaca brava,
cavalo selvagem, burro empacador, zebra...
Cavalo vai, cavalo vem, o dito político não pisa o chão.
Um exemplo insuperável na arte de montar cavalos sem cair
está no senador José Sarney, da Academia Brasileira de Letras,
autor do livro “Os marimbondos de fogo”.
Por mais que o bicho corcoveie ele está sempre por cima.
Esses são os políticos matreiros, malandros,
que vivem mudando de cor, escorregadios.
Sabem tudo sobre política mas não contam pra ninguém.
E são sempre reeleitos democraticamente pelo povo.
Eles sabem a arte de enganar o povo.
De todas as criaturas que DEUS Todo Poderoso criou,
o povo é a mais boba, a mais enganável.
No Paraíso a Serpente estava em campanha eleitoral;
era candidata.
Sua fala serpentina foi preparada pelo Duda Mendonça,
especialista na arte do engano.
E Adão e Eva eram os eleitores, bobões, povo...
Votaram sem saber no que estavam votando
e deu nisso que deu.
Mas há também os cientistas políticos,
gente séria em que se pode confiar,
que não quer enganar ninguém.
Mas eles escrevem tão complicado
que somente aqueles que já sabem
entendem o que eles dizem.
O que eles dizem não ajuda o povo a pensar.
O povo deseja pensar?
O povo aprendeu
que certo ou errado não interessa,
que pensar não faz diferença.
Então o melhor é não pensar.
Pensar dá muito trabalho e não leva a nada.
gente séria em que se pode confiar,
que não quer enganar ninguém.
Mas eles escrevem tão complicado
que somente aqueles que já sabem
entendem o que eles dizem.
O que eles dizem não ajuda o povo a pensar.
O povo deseja pensar?
O povo aprendeu
que certo ou errado não interessa,
que pensar não faz diferença.
Então o melhor é não pensar.
Pensar dá muito trabalho e não leva a nada.
Mas há uns tipos geniais
que são capazes de ensinar a política
não como malandragem, não como ciência,
mas como literatura.
É o caso de George Orwell.
Um dos seus livros é o ... 1984.
Quando ele o escreveu, o ano de 1984 estava tão longe!
Orwell percebeu como ninguém que o poder é um jogo,
no qual a peça mais poderosa é a linguagem.
É através da linguagem
que o poder domina as pessoas por dentro.
A paixão por um partido
é um caso de perturbação psicótica da linguagem.
O apaixonado alucina:
toma a linguagem por realidade.
O que se ama
é aquilo que a linguagem marcou dentro de mim.
Não se vota num candidato.
Vota-se naquilo que se diz sobre ele.
As CPIs são todas arenas
onde se travam batalhas da linguagem.
É a linguagem que dá credibilidade ao poder.
Mas Orwell escreveu também um livrinho bem pequeno,
uma fábula que até as crianças entendem,
Animal Farm ( em português A revolução dos bichos )
que é uma delícia de clareza, sutileza, humor e terror...
É a estória dos bichos de uma fazenda, cavalos, porcos, vacas, cabritos, patos, gansos, cachorros...
Cansaram-se de ser explorados pelo fazendeiro
e resolveram fazer uma revolução.
Juntos, unidos, expulsaram o fazendeiro aos coices e dentadas.
Estava terminada a primeira fase da revolução.
Segunda fase:
Era preciso que as leis fossem claras e transparentes
e que expressassem a vontade de todos os animais.
Para o conhecimento de todos
elas foram pintadas em letras enormes
na parede de um paiol.
A primeira lei era: “Todos os bichos são iguais”.
Terceira fase:
Quem serão os líderes?
Terão de ser escolhidos democraticamente.
E assim foi
( não vou contar quais foram os bichos escolhidos para líderes...). Entretanto, depois que os líderes se assentaram no poder,
coisas estranhas começaram a acontecer.
Por exemplo:
num belo dia, ao acordar, os animais viram
que a primeira lei havia sido modificada.
Estava lá escrito na parede do paiol:
“ Todos os bichos são iguais.
Mas alguns bichos são mais iguais que os outros...”
Não vou contar o fim da parábola.
O que importa é que Orwell
percebeu a armadilha do poder:
depois que se dá a um grupo
o poder para determinar as leis,
não há formas de impedir que ele estabeleça
as leis que lhe são convenientes.
Os que eram antes oprimidos,
de posse do poder, se transformam em opressores.
Será essa a ironia da história,
que cada luta pela liberdade
se transforme sempre numa nova forma de opressão?
Parece que só pode ser partido ético
o partido que não está no poder.
O poder cria imperativos de outra ordem.
que são capazes de ensinar a política
não como malandragem, não como ciência,
mas como literatura.
É o caso de George Orwell.
Um dos seus livros é o ... 1984.
Quando ele o escreveu, o ano de 1984 estava tão longe!
Orwell percebeu como ninguém que o poder é um jogo,
no qual a peça mais poderosa é a linguagem.
É através da linguagem
que o poder domina as pessoas por dentro.
A paixão por um partido
é um caso de perturbação psicótica da linguagem.
O apaixonado alucina:
toma a linguagem por realidade.
O que se ama
é aquilo que a linguagem marcou dentro de mim.
Não se vota num candidato.
Vota-se naquilo que se diz sobre ele.
As CPIs são todas arenas
onde se travam batalhas da linguagem.
É a linguagem que dá credibilidade ao poder.
Mas Orwell escreveu também um livrinho bem pequeno,
uma fábula que até as crianças entendem,
Animal Farm ( em português A revolução dos bichos )
que é uma delícia de clareza, sutileza, humor e terror...
É a estória dos bichos de uma fazenda, cavalos, porcos, vacas, cabritos, patos, gansos, cachorros...
Cansaram-se de ser explorados pelo fazendeiro
e resolveram fazer uma revolução.
Juntos, unidos, expulsaram o fazendeiro aos coices e dentadas.
Estava terminada a primeira fase da revolução.
Segunda fase:
Era preciso que as leis fossem claras e transparentes
e que expressassem a vontade de todos os animais.
Para o conhecimento de todos
elas foram pintadas em letras enormes
na parede de um paiol.
A primeira lei era: “Todos os bichos são iguais”.
Terceira fase:
Quem serão os líderes?
Terão de ser escolhidos democraticamente.
E assim foi
( não vou contar quais foram os bichos escolhidos para líderes...). Entretanto, depois que os líderes se assentaram no poder,
coisas estranhas começaram a acontecer.
Por exemplo:
num belo dia, ao acordar, os animais viram
que a primeira lei havia sido modificada.
Estava lá escrito na parede do paiol:
“ Todos os bichos são iguais.
Mas alguns bichos são mais iguais que os outros...”
Não vou contar o fim da parábola.
O que importa é que Orwell
percebeu a armadilha do poder:
depois que se dá a um grupo
o poder para determinar as leis,
não há formas de impedir que ele estabeleça
as leis que lhe são convenientes.
Os que eram antes oprimidos,
de posse do poder, se transformam em opressores.
Será essa a ironia da história,
que cada luta pela liberdade
se transforme sempre numa nova forma de opressão?
Parece que só pode ser partido ético
o partido que não está no poder.
O poder cria imperativos de outra ordem.
sábado, 8 de julho de 2017
... Pensamento ...
Nade ... não meça esforços,
atravesse um oceano para alcançar quem lhe faz bem,
mas não molhe nem os pés, por quem não lhe quer bem.
sexta-feira, 30 de junho de 2017
... Para refletir ...

Texto interessante, que muitos até devem conhecer,
mas vale a pena reler.
Ele foi colocado
na porta do Consultório de um Médico Homeopata.
▼▼▼
A enfermidade é um conflito entre a personalidade e a alma.
O resfriado escorre quando o corpo não chora.
A dor de garganta entope,
quando não é possível comunicar as aflições.
quando não é possível comunicar as aflições.
O estômago arde, quando as raivas não conseguem sair.
A diabetes invade, quando a solidão dói.
O corpo engorda, quando a insatisfação aperta.
A dor de cabeça deprime, quando as duvidas aumentam.
O coração desiste, quando o sentido da vida parece terminar.
A alergia aparece, quando o perfeccionismo fica intolerável.
As unhas quebram, quando as defesas ficam ameaçadas.
O peito aperta, quando o orgulho escraviza.
A pressão sobe, quando o medo aprisiona.
As neuroses paralisam,
quando a "criança interna" tiraniza.
quando a "criança interna" tiraniza.
A febre esquenta,
quando as defesas detonam as fronteiras da imunidade.
quando as defesas detonam as fronteiras da imunidade.
Os joelhos doem, quando o orgulho não se dobra.
O câncer mata, quando não se perdoa.
E as dores caladas?
Ah, como elas falam em nosso corpo!
Ah, como elas falam em nosso corpo!
A enfermidade não é má,
ela avisa quando erramos a direção.
ela avisa quando erramos a direção.
O caminho para a felicidade não é reto,
existem curvas chamadas equívocos.
existem curvas chamadas equívocos.
Existem semáforos chamados Amigos.
Luzes de precaução chamadas Família.
Ajudará muito ter no caminho
Ajudará muito ter no caminho
uma peça de reposição chamada decisão.
Um potente motor chamado Amor.
Um bom seguro chamado FÉ.
Abundante combustível chamado paciência.
Mas nunca esquecer
do maravilhoso Condutor e Solucionador
chamado DEUS!!!!
do maravilhoso Condutor e Solucionador
chamado DEUS!!!!
Pensemos muito em tudo isso.
... Victor Hugo ...
O que o homem chama de fim,
a lagarta chama de borboleta!
Justo quando a lagarta acha
que tudo está acabado, ela vira uma borboleta!
que tudo está acabado, ela vira uma borboleta!
Pela minha perspectiva,
a ilustração acima, demonstra com clareza,
o tema da postagem desta página,
uma dissertação de Victor Hugo.
÷÷÷÷÷÷
Victor-Marie Hugo
nasceu em Besançon (França), em 26 de fevereiro de 1802.
Foi novelista, poeta, dramaturgo, ensaísta, artista,
estadista e ativista pelos direitos humanos
com grande atuação política em seu país.
Entre suas obras encontramos o Corcunda de Notre-Dame.
Esse romance, lançado em 1831,
é considerado o maior romance histórico de Victor Hugo.
O livro narra a história do amor altruísta do deformado sineiro
da catedral de Notre Dame, Quasímodo,
pela cigana Esmeralda.
Com um estilo realista,
especialmente nas descrições de Paris medieval e seu submundo,
o enredo é melodramático, com muitas reviravoltas irônicas.
O livro foi um sucesso instantâneo e logo fez de Hugo
o mais famoso escritor que vivia na Europa,
tendo o livro se propagado e traduzido por todo o continente.
Victor Hugo morreu em 22 de maio de 1885.
Seu corpo foi velado sob o Arco do Triunfo, por alguns dias.
Milhões de pessoas foram lhe prestar a última homenagem.
Conforme desejo dele, seu corpo foi depositado
em um humilde caixão e sepultado no Panthéon de Paris.
( um monumento em estilo neo-clássico
Voltaire, Monet, Alexandre Dumas, Rousseau, Braile,
estão entre muitos.
afogada por acidente no rio Sena, junto com o marido,
fez com que o escritor se voltasse
para as realidades espiritualistas.
E ele relata na obra "Les Tables Tournantes de Jersey"
(As Mesas Moventes de Jersey),
descobertas resultantes de experiências espiritualistas.
÷÷÷÷÷÷÷
A morte não é o fim de tudo.
Ela não é senão o fim de uma coisa e o começo de outra.
Na morte o homem acaba, e a alma começa.
Que digam esses que atravessam a hora fúnebre,
a última alegria, a primeira do luto.
Digam se não é verdade que ainda há ali alguém,
e que não acabou tudo?
Eu sou uma alma.
Bem sinto que o que darei ao túmulo não é o meu eu,
o meu ser.
o meu ser.
O que constitui o meu eu, irá além.
O homem é um prisioneiro.
O prisioneiro escala penosamente os muros da sua masmorra,
coloca o pé em todas as saliências e sobe até ao respiradouro.
coloca o pé em todas as saliências e sobe até ao respiradouro.
Aí, olha, distingue ao longe a campina,
aspira o ar livre, vê a luz.
Assim é o homem.
O prisioneiro não duvida
que encontrará a claridade do dia,
que encontrará a claridade do dia,
a liberdade.
Como pode o homem duvidar
se vai encontrar a eternidade à sua saída?
Por que não possuirá ele um corpo sutil, etéreo,
de que o nosso corpo humano
não pode ser senão um esboço grosseiro?
de que o nosso corpo humano
não pode ser senão um esboço grosseiro?
A alma tem sede do absoluto
e o absoluto não é deste mundo.
e o absoluto não é deste mundo.
É por demais pesado para esta Terra.
O mundo luminoso é o mundo invisível.
O mundo do luminoso é o que não vemos.
Os nossos olhos carnais só veem a noite.
A morte é uma mudança de vestimenta.
A alma, que estava vestida de sombra,
vai ser vestida de luz.
vai ser vestida de luz.
Na morte o homem fica sendo imortal.
A vida é o poder que tem o corpo
de manter a alma sobre a Terra,
pelo peso que faz nela.
de manter a alma sobre a Terra,
pelo peso que faz nela.
A morte é uma continuação.
Para além das sombras,
estende-se o brilho da eternidade.
Para além das sombras,
estende-se o brilho da eternidade.
As almas passam de uma esfera para outra,
tornam-se cada vez mais luz,
aproximam-se cada vez mais e mais de Deus.
tornam-se cada vez mais luz,
aproximam-se cada vez mais e mais de Deus.
O ponto de reunião é no infinito.
Aquele que dorme e desperta, desperta e vê que é homem.
sábado, 24 de junho de 2017
... Ninguém muda ninguém ...
Ninguém muda ninguém
( desconheço autoria)
Um mestre oriental
viu que um escorpião estava se afogando,
e decidiu tirá-lo da água,
viu que um escorpião estava se afogando,
e decidiu tirá-lo da água,
mas quando o fez, o escorpião o picou.
Pela reação de dor, o mestre o soltou,
e o animal caiu de novo na água
e estava se afogando.
O mestre tentou tirá-lo,
e novamente o animal o picou.
e estava se afogando.
O mestre tentou tirá-lo,
e novamente o animal o picou.
Pessoas que estavam observando comentaram:
- Desculpe falar, mas o senhor é teimoso, hem.
Não entende que todas as vezes
que tentar tirá-lo da água ele irá picá-lo?
que tentar tirá-lo da água ele irá picá-lo?
O mestre respondeu:
- Ele age de acordo com a sua natureza.
A natureza do escorpião é picar,
e isto não vai mudar a minha natureza,
que é ajudar.
- Ele age de acordo com a sua natureza.
A natureza do escorpião é picar,
e isto não vai mudar a minha natureza,
que é ajudar.
o mestre tirou o escorpião da água e salvou sua vida.
"Não mude sua natureza
se alguém te fez algum mal;
apenas tome precauções."
se alguém te fez algum mal;
apenas tome precauções."
Há duas formas de viver a vida:
- Uma é que não podemos mudar a natureza de ninguém.
- E a outra é que nada pode mudar a nossa natureza.
Pensemos nisso !!!
quinta-feira, 22 de junho de 2017
... Decepções ...
foi por ter lido que Blog é um diário,
onde vamos colocando acontecimentos de nosso dia a dia.
Coloco aqui assuntos referentes,
a muita coisa que vejo,
assuntos bonitos e interessantes,
curiosidades,
até algumas piadinhas para nos distrair.
assuntos bonitos e interessantes,
curiosidades,
até algumas piadinhas para nos distrair.
Hoje quero desabafar falando
das decepções que vivenciamos e assistimos,
aqui no Mundo Virtual.
das decepções que vivenciamos e assistimos,
aqui no Mundo Virtual.
No Mundo Virtual tem pessoas maravilhosas,
não resta a menor dúvida,
mas em contra partida vamos encontrar aquelas
que só nos decepcionam.
Na balança da vida virtual,
o que se pode observar nitidamente,
é que o prato da mentira,
sempre pesa mais do que o da verdade.
Por que mentir ???
Para que enganar as pessoas ???
Na nossa vida real, isso também acontece.
Muitas vezes, a mentira é uma omissão necessária.
São situações que vivenciamos e precisamos contornar.
Mas aqui nessa máquina,
para que fazer os outros de bobo ???
Será esse o verdadeiro sentido do mundo virtual ???
Tratar os outros sem o menor apreço e consideração.
Tratar os outros sem o menor apreço e consideração.
Uso minhas máscaras sim,
tanto aqui no mundo virtual,
quanto no mundo real.
Mas uso para impedir que as pessoas
me vejam triste e chorando.
Aprendi bem cedo,
e essa é uma das grandes heranças que herdei
de meu saudoso e querido pai, sempre dizer a verdade.
Doa a quem doer.
A mentira pesa,
e traz consequências sérias para o nosso Planeta,
além de ter pernas curtas.
Ah, como seria maravilhoso se as pessoas acreditassem
que estamos numa fase de Transição Planetária.
E que todo cuidado é pouco,
para nossa evolução espiritual.
Precisamos purgar de nós,
tudo que vá ferir o próximo,
e principalmente a nós mesmos.
O tempo urge,
precisamos nos libertar das mazelas
que enviam para o Universo energias negativas.
Precisamos aprender a amar e respeitar o nosso próximo.
Meu carinho e meu amor
por aqueles que de um jeito ou de outro,
são dissimulados e mentirosos para comigo,
não deixaram de existir.
Mesmo sem compreender,
preciso e tenho que aceitar o que fazem,
e da maneira como fazem,
em alguns casos me ferindo até a alma.
Deixei aqui um desabafo, não uma crítica,
ainda mais que cada um vai ser responsável
pelo seu quinhão diante de DEUS.
"Tolo não é quem acredita na mentira,
tolo é aquele que mente."
Com meu carinho deixo essa rosa
para aqueles que lerem essa página.
Assinar:
Postagens (Atom)




































