COMUNICADO IMPORTANTE


Informo que a Autora do Blog faleceu em 16 de Abril de 2023, e, por conta disso, este espaço não será mais atualizado, e também não haverá aprovação de novos comentários.

sábado, 18 de setembro de 2021

... Para descontrair ...

A menina chegou em casa toda alegre e disse para a mãe:
- Mãe, comprei um relógio !
- Que marca ?
- Marca as horas, ora essa.
E a mãe disse para a menina:
- E eu comprei um cinto.
- Que marca mãe ?
- Suas pernas.




... Mensagem diaria ...


Quem mira a Lua pode até não acertá-la, 
mas pode atingir uma estrela. 
Já aqueles que nem se atrevem a tentar, 
nem as estrelas têm chances de conquistar.



... A Porta Aberta ...



                     Texto com base no cap. A porta aberta, de Robert Strand, 
                    do livro Histórias para aquecer o coração das mães.

Foi na Escócia, em Glasgow, que esta história aconteceu.
 Uma adolescente tinha problemas em casa, 
vivendo revoltada com os limites impostos por seus pais. 
Ela queria liberdade plena.
Seus pais humildemente lhes ensinava a respeito de DEUS 
e de Suas Leis justas e imutáveis. 
Um dia, ela declarou: 
- Não quero esse DEUS. Desisto, vou embora.
Saiu de casa, alcançou os jardins do mundo 
e almejou ser uma mulher que pudesse fazer o que desejasse. 
Logo descobriu que não era tão fácil viver sozinha, 
tendo que arcar com sua própria subsistência.
O alimento, as roupas, um lugar para viver. 
Tudo era extremamente caro.
 Incapaz de conseguir um trabalho, frágil e só,
 ela acabou por se prostituir para simplesmente sobreviver.
Os anos se passaram. Seu pai morreu. Sua mãe envelheceu. 
E ela nunca mais tentou qualquer contato com os seus.
Certo dia, a mãe ouviu falar do paradeiro da filha.
 Foi até o local de prostituição da cidade, 
tentando resgatá-la, mas não a encontrou.
No caminho de volta, tomou uma decisão. 
Parou em cada uma das igrejas e templos 
e pediu licença para deixar ali uma foto sua.
Era uma foto daquela mãe grisalha e sorridente, 
com uma mensagem manuscrita: 
Eu ainda amo você. Volte para casa.
Os meses se passaram. Nada aconteceu.
 Então, um dia, a jovem foi a um local 
onde se distribuía sopa para os carentes. 
Sentou-se, enquanto alguém fazia uma palestra 
sobre aquelas coisas que ela ouvira durante toda sua infância.
Em dado momento, seu olhar se voltou para o lado 
e viu um quadro de avisos. 
Pareceu reconhecer aquela foto.
Seria possível?
Não se conteve. Levantou-se e leu a mensagem: 
Eu ainda amo você. Volte para casa.
Reconheceu sua mãe no retrato. 
Era bom demais para ser verdade.
Ela desejara tantas vezes voltar, mas temia não ser recebida. 
Afinal, ela se transformara numa vergonha para os seus pais. 
Era uma mulher perdida. Objeto de tantos homens.
Já era noite, mas, tocada por aquelas palavras, 
foi caminhando até sua casa.
 Amanhecia o dia, quando chegou. 
O sol se espreguiçava em sua cama de nuvens 
e seus raios escorriam radiantes, 
inundando a Terra de pequeninos pontos de luz.
Ela se aproximou tímida. Não sabia bem o que fazer. 
Viu que a porta estava só encostada.
Bateu e ela se abriu sozinha. Sobressaltou-se.
Alguém arrombara a casa, pensou.
 Preocupada com sua mãe, correu para o quarto 
e viu sua mãe dormindo.
Acordou-a, chamando-a: 
- Mãe sou eu. Voltei para casa.
A idosa senhora mal podia acreditar. 
Abraçou-se à filha, em lágrimas.
– Fiquei tão preocupada, mãe. A porta estava aberta. 
Pensei que alguém tinha entrado e a tivesse ferido.
Enquanto passava as mãos, docemente, pelos cabelos da filha, 
falou a mãe: 
- Filha querida. Desde o dia em que você se foi, 
a porta nunca mais foi fechada.



♥ ♥ ♥ 

Amor incondicional, tão lindo de se ver,
melhor ainda é sentí-lo.

♥ ♥ ♥

sábado, 11 de setembro de 2021

... Se eu pudesse ...

                                                                Alberto Caeiro ( Fernando Pessoa )


Se eu pudesse trincar a terra toda
e sentir-lhe um paladar,
seria mais feliz um momento...
Mas eu nem sempre quero ser feliz.
É preciso ser de vez em quando infeliz
para se poder ser natural...


Nem tudo é dias de sol,
e a chuva, quando falta muito, pede-se.
Por isso tomo a infelicidade com a felicidade,
naturalmente, como quem não estranha
que haja montanhas e planícies,
e que haja rochedos e erva...


O que é preciso é ser-se natural e calmo.
Na felicidade ou na infelicidade,
sentir como quem olha,
pensar como quem anda.
E quando se vai morrer, lembrar-se de que o dia morre,
e que o poente é belo e é bela a noite que fica...
Assim é e assim seja... 



sexta-feira, 10 de setembro de 2021

... Mensagem diaria ...



                                                  Martha Medeiros

O único silêncio que perturba, é aquele que fala. 
E fala alto. 
É quando ninguém bate à nossa porta, 
não há emails na caixa de entrada, 
não há recados na secretária eletrônica e, 
mesmo assim, você entende a mensagem.



... Para descontrair ...

Era uma vez dois fazendeiros muito amigos. 
As fazendas eram coladas e nem cerca tinha separando-as.
A noite, sempre um ia para a casa do outro.
Os dois casais não tinham filhos.
Viviam harmoniosamente como vizinhos,
e as esposas eram como irmãs.
Sem que alguém esperasse, a esposa de Pedro adoeceu,
e veio a falecer rapidamente.
Antonio e Marta não sabiam o que fazer para consolar Pedro,
pois também estavam sofrendo.
Logo depois uma telha de uma construção 
caiu bem na cabeça de Marta,
levando-a também a óbito.
Pedro e Antonio não sabiam o que fazer.
Uma tarde conversando, resolveram vender tudo,
de porteira fechada, e ir para outro lugar.
Como as fazendas nem tinham cerca, seria fácil a venda.
E eles iriam viajar pelo mundo para aproveitar a vida.
Logo depois que colocaram a venda, 
conseguiram um comprador que pagou muito bem por elas.
Até os carros deixaram.
E diziam:
Agora só vamos andar de avião.
Arrumaram as malas e no outro dia, cedinho,
partiram de trem até a cidade próxima.
Da cidade foram de ônibus até a capital.
E na capital pegaram um vôo para Nova York.
Chegando lá, Antonio perguntou para Pedro:
- E agora, para onde vamos?
- Para um hotel de luxo, Antonio.
- Vamos então para esse tal de Empire State.
Chegaram, contaram a triste história 
e a recepcionista disse:
Por acaso temos um aptº, no 102º andar, 
com duas camas de solteiro.
Você querem?
- Claro que queremos.
- Mas tem um detalhe, o elevador, 
depois de meia noite não funciona.
Ele para. Não se esqueçam.
Lá foram eles para o aptº bem luxuoso.
Descansaram e a noitinha resolveram dar uma saída.
Encantados com tudo o que viam, 
não deram conta das horas passando.
Jantaram num big restaurante e foram a um cassino.
Antonio falou para Pedro:
- Vamos agora, meus dedos do pé tão doendo. 
Quando chegaram no Empire eram 02:00 h.
- Os senhores foram comunicados 
que o elevador parava meia noite.
Sinto muito mais nada posso fazer.
- Antonio não vamos amarelar agora.
Vamos subindo de escadas conversando, 
que logo chegamos lá em cima.
Vou contar uma história, depois você conta uma,
e nem veremos o tempo passar.
E lá foram eles contando histórias.
Quando chegaram ao 97º andar,
Pedro falou para Antonio:
Não disse que seria fácil?
Agora conta uma pequena e já chegamos,
para um bom descanso naquelas camas fofinhas.
Antonio quase com os pés na cabeça falou para Pedro:
Esqueci de pegar as chaves do aptº.



terça-feira, 7 de setembro de 2021

... Cantinho do Brasil ...






 Independência do Brasil.
A Independência do Brasil foi um  processo
que nos deu  a emancipação política 
do território brasileiro do Reino Unido de Portugal, 
Brasil e Algarves (1815-1822),
no início do século XIX,
e a instituição do Império do Brasil (1822-1889).

D. João VI depois de 13 anos aqui no Brasil,
se viu obrigado a voltar para Portugal,
 deixando aqui seu filho Pedro.

D. Pedro, pelos seus gestos e obras,
demonstrava ter amor por essa terra
e sua esposa a Imperatriz Leopoldina 
seguia os ideais do marido.
Foi uma verdadeira primeira-dama.

Os dois numa visita a Casa de crianças abandonadas.


A imperatriz Leopoldina, era uma mulher inteligentíssima
e amava essa terra.

 Em Portugal, D. João andava preocupado com as questões 
que aqui estavam acontecendo 
e  pretendia chamar D. Pedro de volta, 
rebaixando o Brasil outra vez a condição de simples colônia,
em vez de um reino unido ao de Portugal.
Os brasileiros estavam cientes disso. 

Havia temores de que uma guerra civil 
separasse a Província de São Paulo do resto do Brasil.
D. Pedro a 13 de agosto de 1822,entregou o poder a D. Leopoldina  nomeando-a chefe do Conselho de Estado 
e Princesa Regente Interina do Brasil, 
com poderes legais para governar o país durante a sua ausência 
e partiu para apaziguar São Paulo, indo até  Santos.
( Foi nessa viagem que D.Pedro conheceu Domitila)
Com tudo amenizado, D. Pedro faz seu retorno.
Porém, uns amigos ( Família Andradas),
oferece a D.Pedro antes de sua partida
uma rica e suculenta feijoada,
que D. Pedro saboreou abundantemente.

Enquanto isso, a princesa recebeu notícias de Portugal.
D. João estava preparando uma ação contra o Brasil e,
sem tempo para aguardar o retorno de D. Pedro, 
D. Leopoldina, aconselhada por José Bonifácio de Andrada e Silva, 
usando de seus atributos de chefe interina do governo,
reuniu-se na manhã de 2 de setembro de 1822,
com o Conselho de Estado,
assinando o decreto da Independência,
 declarando o Brasil separado de Portugal.

A imperatriz depois disso, envia para D. Pedro uma carta, 
juntamente com outra de José Bonifácio,
e uma que tinha recebido de D. João.
Em sua carta, ela exige que D. Pedro
proclame a Independência do Brasil
dizendo:
"O pomo está maduro, colhe-o já, senão apodrece".

Ao mensageiro das cartas, ela recomenda, 
que ele chegue até Pedro de qualquer jeito, 
estando ele onde estivesse, com quem fosse,
e entregasse nas mãos dele as cartas.
O mensageiro saiu com destino a São Paulo.

Nisso D. Pedro já estava de volta depois da suculenta feijoada,
e contam-nos que a feijoada desceu bem até o estomago,
mas que daí em diante a coisa ficou feia,
fazendo com que D. Pedro parasse toda hora
para acalmar o intestino.
O mensageiro vai encontrar a comitiva de D. Pedro 
perto das margens do riacho Ipiranga.
Perguntando por D. Pedro, 
recebeu a resposta que ele tinha se afastado um pouco, 
e vendo a intenção do mensangeiro de ir procurar D. Pedro, 
dizem: 
- Espere um pouco, ele ja volta.
Mas o mensageiro sem se importar 
e com as recomendações de D. Leopodina na lembrança, 
vai procurar D. Pedro,
e o encontra com as calças nas mãos. literalmente falando.
Ali mesmo  D. Pedro pega as cartas, lê,
fica muito danado com os comentários de crítica de seu pai,
vai com o mesageiro até a comitiva 
e ordena que todos arranquem
de seus pertences as fitas que tinham as cores de Portugal 
e pronuncia a famosa frase:
Laços fora, "Independência ou Morte!".
    Isso aconteceu em 07 de setembro de 1822,
por volta das 17:00 hs.


De volta ao Rio, D. Pedro conta com o apoio do povo,
e em 12 de outubro de 1822,
o Príncipe foi aclamado Imperador com o título de D. Pedro I.


Em 1º de dezembro foi  coroado como Imperador
e "defensor perpétuo do Brasil".

D. Pedro não teve muito estudo
ao que se refere aos bancos escolares,
mas dotado de uma grande inteligência, era um autodidata.
Já tendo a letra, ele fez a música do Hino da Independêcia.


♥ ♥ ♥