COMUNICADO IMPORTANTE


Informo que a Autora do Blog faleceu em 16 de Abril de 2023, e, por conta disso, este espaço não será mais atualizado, e também não haverá aprovação de novos comentários.

sábado, 25 de julho de 2020

... Instantes ...



Instantes
                                     Don Herold, foi um humorista, escritor,
                                       ilustrador e cartunista estadunidense (faleceu em 1966).




Se eu pudesse novamente viver a minha vida,
na próxima trataria de cometer mais erros.
Não tentaria ser tão perfeito,
relaxaria mais, seria mais tolo do que tenho sido.
Na verdade, bem poucas coisas levaria a sério.
Seria menos higiênico. 
Correria mais riscos,
viajaria mais, contemplaria mais entardeceres,
subiria mais montanhas, nadaria mais rios.
Iria a mais lugares onde nunca fui,
tomaria mais sorvetes e menos lentilha,
teria mais problemas reais e menos problemas imaginários.
Eu fui uma dessas pessoas 
que viveu sensata e profundamente 
cada minuto de sua vida.
Claro que tive momentos de alegria.
Mas se eu pudesse voltar a viver trataria somente
de ter bons momentos.
Porque se não sabem, 
disso é feita a vida, só de momentos,
não percam o agora.
Eu era um daqueles que nunca ia
a parte alguma sem um termômetro,
uma bolsa de água quente, 
um guarda-chuva e um pára-quedas e,
se voltasse a viver, viajaria mais leve.
Se eu pudesse voltar a viver,
começaria a andar descalço no começo da primavera
e continuaria assim até o fim do outono.
Daria mais voltas na minha rua,
contemplaria mais amanheceres 
e brincaria com mais crianças,
se tivesse outra vez uma vida pela frente.
Mas, já viram, tenho 85 anos e estou morrendo.


sexta-feira, 24 de julho de 2020

... Quando eu não aguentar ...


                                                

Quando eu não me aguentar
                                                                                                  Paulo Roberto Gaefke

Quando eu não me aguentar, e desistir,
por favor, siga comigo, ainda que em silêncio.
Sei que é difícil, é mais do que ser amigo,
é amparar quem talvez, nem queira amparo.



Quando eu não me suportar, e resistir,
quando o remédio for muito amargo,
não deixe de me dar a dose certa,
ainda que eu não te entenda,
isso é ser mais do que amigo, é ser anjo.

Há dias em que precisamos de um anjo,
de alguém que vele o nosso sono,
que nos sacuda quando estivermos em meio a um pesadelo,
quando nossa boca fica amarga,
quando não queremos aceitar que acabou,
que o filme terminou,
que quem partiu não volta.

Quando eu desistir da vida,
por favor, seja meu anjo,
me mostre um jardim,
diga que é só um recomeço, que não é o fim.

E seja mais do que um amigo, mais do que um anjo,
seja o meu reflexo,
e por um instante, um momento de luz,
seja para mim, o próprio JESUS.




quinta-feira, 23 de julho de 2020

... Fábula ...




                                                               Fábula de Esopo

Uma graciosa e jovem camponesa, 
que acabara de coletar o leite das vacas, 
voltava do campo com um balde cheio, quase a transbordar, equilibrando-o à cabeça com grande perícia e elegância.

E enquanto caminhava, feliz da vida, 
dentro de sua cabeça, os pensamentos não paravam de chegar. 
E consigo mesma, alheia a tudo, 
planejava os afazeres e os eventos 
que imaginava como certos para os dias vindouros.


"Este bom e rico leite," ela pensava,💭 
"me dará um formidável creme para manteiga. 
A manteiga eu levarei ao mercado, 
e com o dinheiro 
comprarei uma porção de ovos para chocar. 
E como serão graciosos todos os pintinhos ao nascerem. 
Até já posso vê-los correndo e ciscando pelo terreiro. 
Quando o dia primeiro de maio chegar, 
eu venderei a todos, e com o dinheiro 
comprarei um adorável e belo vestido novo. 
Com ele, quando for ao mercado, 
decerto serei o centro das atenções. 
Todos os rapazes olharão para mim. 
Eles então virão e tentarão flertar comigo, 
mas eu imediatamente 
mandarei todos cuidarem de suas vidas..."

Enquanto ela imaginava como seria sua nova vida 
a partir daqueles desejados acontecimentos, 
desdenhosamente jogou para trás a cabeça, 
e sem querer deixou cair no chão o balde com o leite.
 
E assim, todo leite foi derramado 
e rapidamente absorvido pela terra, 
e com ele, se desfez a manteiga, 
os ovos, os pintinhos, 
o vestido novo, assim como todo orgulho 
cuja ilusão já transformara em realidade.

Moral da história
O homem prudente sabe que o próximo passo 
é mais importante do que aqueles que já foram dados...


quarta-feira, 22 de julho de 2020

... Fé ... o verdadeiro combustível da ciência ...5

     


"Um pouco de ciência nos afasta de DEUS.
       Muito, nos aproxima."                               
                                                       Louis Pasteur 



André-Marie Ampère,
nasceu em 20 de janeiro de 1775 (Lyon),
e faleceu em 10 de junho de 1836 (Marselha),
França.

Ele foi um importante físico, cientista 
e matemático francês,
e também deu importantes contribuições 
para o estudo do eletromagnetismo.

Era filho de um intelectual  comerciante de Lyon.
 Muito novo, antes de ler e escrever, 
Ampère já resolvia problemas aritméticos.


Logo cedo entrou em contato 
com  os clássicos gregos e latinos. 
Com doze anos já dominava o latim 
para ler as obras de matemáticos famosos 
e resolvia complexos problemas de álgebra e geometria.

Com 18 anos, 
Ampère entrou em profundo desespero 
ao ver a morte de seu pai decapitado pela guilhotina, 
no período de terror que se seguiu à Revolução Francesa, 
sem a prévia formalidade do julgamento.

Durante um ano nada fazia além de vagar, 
perdido e desolado. 
Ao recuperar-se do choque, 
deu-se conta da necessidade de ganhar a vida 
e continuou seus estudos regulares 
junto com aulas particulares de matemática, línguas e ciências.

Em 1799 casou-se com Julie Carron. 
Em 1800 teve seu filho Jean Jacques Ampère.
Uma outra perda o marcou muito também.
 Em 1803 morre sua esposa. 
Para fugir da tristeza, mergulha na vida científica.

Nesse mesmo ano, 
publicou um artigo sobre a teoria matemática 
dos jogos de azar. 
Nesse artigo resolvera problemas 
que há muito intrigava os matemáticos.

A obra o levou a tornar-se conhecido 
no mundo científico-matemático. 
Foi nomeado professor de Matemática 
na escola secundária de Lyon, 
onde permaneceu durante dois anos.

Em 1805 foi nomeado 
instrutor de matemática da Escola Politécnica de Paris. 
Em 1809 foi eleito 
para a cadeira de Matemática e Mecânica 
na mesma instituição.

Ampère publicou artigos científicos sobre diversos assuntos, 
entre eles, Cálculo e Química, Ótica e Zoologia. 
Foi eleito para o Instituto de Artes e Ciências.

Eletromagnetismo
Em 1823, André-Marie Ampère 
apresentou à Academia de Ciências de Paris, 
o resultado de suas primeiras pesquisas 
sobre eletricidade e magnetismo.

Ele realizou uma experiência 
na qual colocou paralelamente um ao outro, 
dois condutores (bastões metálicos). 
Um condutor ficava suspenso sobre o gume de facas 
e equilibrado de maneira tal 
que se movia com muita facilidade. 
O outro condutor 
ficava rigidamente mantido em seu lugar.
Quando ele ligava ambos os condutores e baterias voltaicas, 
o condutor móvel se aproximava do fixo, 
ou dele se afastava, 
conforme o sentido da corrente em cada um deles.
Quando as correntes tinham o mesmo sentido, 
os condutores se atraíam mutuamente. 
Quando tinham sentidos opostos, 
os condutores se repeliam.


Ampère estabelecera ser possível 
o magnetismo ser produzido sem ferro, sem ímãs, 
porém apenas com eletricidade. 
Concluiu que o espaço que envolve uma corrente elétrica
 é o mesmo tipo de campo de força que cerca um ímã.

Os estudos de Ampère 
constituíram o fundamento da eletrodinâmica, 
ramo da física que alcançou grande desenvolvimento 
nos séculos XIX e XX, permitindo uma melhor compreensão 
dos fenômenos eletromagnéticos.


Pela importância do trabalho de Ampère, 
posteriormente os cientistas deram seu nome 
à unidade de intensidade da corrente elétrica - o “ampere”.


Citação de Ampère

"Como DEUS é grande, 
e a nossa ciência uma insignificância!"





terça-feira, 21 de julho de 2020

...Mensagem diaria ...




Não se esforce demais para ficar na vida de alguém.
Quem lhe quer de verdade,
dá a chave da casa, abre a porta,
e ainda prepara um gostoso café.



... Passeio Socrático ...




Mensagem de Frei Betto ( Alberto Libânio Christo).
Frei Betto, religioso dominicano brasileiro,
  adepto da Teologia da Libertação,
é autor de 53 livros editados no brasil e exterior.


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Passeio Socrático

Ao viajar pelo Oriente, 
mantive contatos com monges do Tibete, da Mongólia, 
do Japão e da China. 
Eram homens serenos, comedidos, 
recolhidos em paz nos seus mantos cor de açafrão.




Outro dia, eu observava o movimento 
do aeroporto de São Paulo:
 a sala de espera lotada.
 Executivos dependurados em telefones celulares; 
mostravam-se preocupados, ansiosos e, 
na lanchonete, comiam mais do que deviam.
Com certeza, já haviam tomado café da manhã em casa,
 mas como a companhia aérea oferecia um outro café, 
muitos demonstravam um apetite voraz.

Aquilo me fez refletir: 
Qual dos dois modelos produz felicidade?
 O dos monges ou o dos executivos?

Encontrei Daniela, uma menina de  10 anos, 
no elevador, às nove da manhã, 
e perguntei:
- Não foi à aula? 
Ela respondeu: 
- Não, minha aula é à tarde.
Comemorando disse: 
- Que bom, então de manhã você pode brincar, 
dormir um pouco mais. 
 Ela retrucou: 
- Não posso, tenho tanta coisa de manhã...
Perguntei entao: 
- Que tanta coisa? 
- Aulas de inglês, balé, pintura, piscina, 
e começou a elencar 
seu programa de garota robotizada. 
Fiquei pensando:💭
Que pena, 
a Daniela não disse, que tem aula de meditação.

A sociedade na qual vivemos 
constrói super homens e super mulheres, 
totalmente equipados,
 mas muitos são emocionalmente infantilizados. 
Por isso as empresas consideram que, agora, 
mais importante que o QI (Quociente Intelectual), 
é a IE (Inteligência Emocional). 
Não adianta ser um super executivo 
se não se consegue se relacionar com as pessoas.
Ora, como seria importante os currículos escolares 
incluírem aulas de meditação!

Uma próspera cidade 
do interior de São Paulo tinha, em 1960, 
seis livrarias e uma academia de ginástica.
 Hoje, tem sessenta academias de ginástica e três livrarias!
Não tenho nada contra malhar o corpo, 
mas me preocupo com a desproporção 
em relação à malhação do espírito. 
Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos.
- Como estava o defunto?
- Olha, uma maravilha, não tinha uma celulite!
Mas como fica a questão da subjetividade? 
Da espiritualidade? 
Da ociosidade amorosa?

Outrora, falava-se em realidade.
 Análise da realidade, inserir-se na realidade,
 conhecer a realidade. 
Hoje, a palavra é virtualidade. 
Tudo é virtual. 
Pode-se fazer sexo virtual pela internet,
 não se pega aids, não há envolvimento emocional, 
controla-se no mouse. 
Trancado em seu quarto, em Brasília, 
um homem pode ter uma amiga íntima em Tóquio,
 sem nenhuma preocupação 
de conhecer o seu vizinho de prédio ou de quadra! 
Tudo é virtual, entramos na virtualidade de todos os valores,
 não há compromisso com o real! 

É muito grave 
esse processo de abstração da linguagem, de sentimentos. 
Somos místicos virtuais, religiosos virtuais, cidadãos virtuais. 
Enquanto isso, a realidade vai por outro lado, 
pois somos também eticamente virtuais…
A cultura começa onde a natureza termina. 
Cultura é o refinamento do espírito.
Televisão, no Brasil,  com raras e honrosas exceções ,
 é um problema.
 A cada semana que passa, temos a sensação 
de que ficamos um pouco menos cultos. 
A palavra hoje é ‘entretenimento’.
 Domingo, então, é o dia nacional da imbecilidade coletiva. 
Imbecil o apresentador, imbecil quem vai lá 
e se apresenta no palco,
 imbecil quem perde a tarde diante da tela.
Como a publicidade não consegue vender felicidade, 
passa a ilusão de que felicidade 
é o resultado da soma de prazeres.
"Se tomar este refrigerante, vestir este tênis,
usar esta camisa, comprar este carro, você chega lá!” 
O problema é que, em geral, não se chega! 
Quem cede desenvolve de tal maneira o desejo, 
que acaba precisando de um analista.
 Ou de remédios. 
Quem resiste, aumenta a neurose.
Os psicanalistas tentam descobrir o que fazer 
com o desejo dos seus pacientes. 
Colocá-los onde? 
Eu, que não sou da área, 
posso me dar o direito de apresentar uma sugestão. 
Acho que só há uma saída: virar o desejo para dentro. 
Porque, para fora, ele não tem aonde ir! 
O grande desafio é virar o desejo para dentro, 
gostar de si mesmo, 
começar a ver o quanto é bom ser livre 
de todo esse condicionamento globocolonizador, 
neoliberal, consumista.
 Assim, pode-se viver melhor. 
Aliás, para uma boa saúde mental 
três requisitos são indispensáveis: 
amizades, auto estima, ausência de estresse.

 Há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno. 
Se alguém vai à Europa e visita uma pequena cidade 
onde há uma catedral, 
deve procurar saber a história daquela cidade.
 A catedral é o sinal de que ela tem história. 
Na Idade Média, as cidades adquiriam status 
construindo uma catedral. 
Hoje, no Brasil, constrói-se shopping centers.
É curioso: a maioria dos shopping centers
 tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas. 
Neles não se pode ir de qualquer maneira, 
é preciso vestir roupa de missa de domingo. 
E ali dentro sente-se uma sensação paradisíaca. 
Não há mendigos, crianças de rua, sujeira pelas calçadas...
Entra-se naqueles claustros 
ao som do gregoriano pós-moderno, 
aquela musiquinha de esperar dentista. 
Observam-se os vários nichos,
 todas aquelas capelas 
com os veneráveis objetos de consumo, 
acolitados por belas sacerdotisas.
 Quem pode comprar à vista, sente-se no reino dos céus. 
Se deve passar cheque pré-datado, pagar a crédito, 
entrar no cheque especial, sente-se no purgatório. 
Mas se não pode comprar, 
certamente vai se sentir no inferno...
 Felizmente, terminam todos na eucaristia pós-moderna,
 irmanados na mesma mesa, 
com o mesmo suco e o mesmo hambúrguer 
de uma cadeia transnacional 
de sanduíches saturados de gordura…

Costumo advertir os balconistas 
que me cercam à porta das lojas, dizendo: 
- Estou apenas fazendo um Passeio Socrático. 
Diante de seus olhares espantados, explico: 
- Sócrates, filósofo grego, 
que morreu no ano 399 antes de Cristo, 
também gostava de descansar a cabeça 
percorrendo o centro comercial de Atenas. 
Quando vendedores como vocês o assediavam, 
ele respondia: 
- Estou apenas observando quanta coisa existe 
de que não preciso para ser feliz.



segunda-feira, 20 de julho de 2020

... 51 anos se passaram ...




Em 16 de julho de 1969, às 13h32min, 
o foguete Saturno V do Centro Espacial John F. Kennedy,
 na Flórida  foi lançado,
levando consigo a cápsula Apollo11,
 com os astronautas,
 Neil Armstrong, Edwin Aldrin e Michael Collins,
rumo a Lua.


Pouco mais de três dias após o lançamento, 
em 20 de julho, a nave alcançou a Lua.

Enquanto Collins permaneceu em órbita, 
na nave principal, 
Armstrong e Aldrin desceram até a superfície
 a bordo do módulo lunar Eagle.
Enquanto descia do módulo 
na superfície lunar, Neil disse:
- Um pequeno passo para o homem, 
um grande salto para a humanidade” 
Neil Armstrong tornou-se o primeiro ser humano
 a colocar os pés na Lua, 
seguido pelo astronauta Edwin Aldrin, 
seu companheiro de missão.


Os astronautas passaram quase três horas 
caminhando sobre a Lua, 
fotografando e recolhendo amostras rochosas.


 Após o sucesso da missão, 
a Apollo 11 retornou à Terra 
e pousou sobre o Oceano Pacífico 
em 24 de julho de 1969.


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                                         Neil Armstrong
                                           * 05/08/1930
                                           + 25/08/2012




                                          Edwin Aldrin
                                          * 20/01/1930





                                                 Michael Collins
                                            * 31/10/1930