COMUNICADO IMPORTANTE


Informo que a Autora do Blog faleceu em 16 de Abril de 2023, e, por conta disso, este espaço não será mais atualizado, e também não haverá aprovação de novos comentários.

quarta-feira, 8 de junho de 2022

... Girassol ...


Eu amo a natureza.


Considero ser ela a própria mão de DEUS, 
nos oferecendo toda beleza para nos acolher.


Difícil apontar entre as flores, a que mais admiro na natureza.
Porém admito minha admiração especial pelos girassóis.

A generosidade e exuberância das pétalas amarelas do girassol envolvem as sementes escuras do miolo,
simbolizando o equilíbrio perfeito entre a luz e a sombra, 
entre o que é expansivo e introspectivo.  
Estimula a conciliação perfeita entre esses dois opostos.
O girassol segue a caminhada do Sol.
 Indica luz, calor, sentimento de conforto, felicidade e sorte.

Uma particularidade que talvez seja a mais linda dos girassóis. 
Quando não há sol um girassol se vira para outro girassol.

Isto significa que quando estamos tristes 
não devemos nos isolar e sim nos aproximar das pessoas.
Assim não deixamos a depressão chegar.
É a demonstração do ombro amigo. 
Isso é lindo demais.

terça-feira, 7 de junho de 2022

... Ventos de mudança ...


Documentário

Scorpions é uma banda de rock 
originária de Hanôver, Alemanha fundada em 1965 
pelos irmãos e guitarristas Michael Schenker e Rudolf Schenker, 
sendo a primeira banda de hard rock formada no país germânico.
Seus integrantes: Rudolf Schenker, Klaus Meine, Matthias Jabs, 
Pawel Maciwoda, Mikkey Dee.

Com muitos anos de história,
 o Scorpions é o terceiro grupo musical 
mais antigo do mundo ainda em atividade. 
Em tanto tempo de estrada, 
não há ranking que consiga listar 
os maiores sucessos da banda alemã 
sem deixar ao menos um hit de fora.
 Mas o clássico Wind Of Change, nunca fica de fora. 
Tornou-se marca registrada dos Scorpions. 
Mas, afinal, qual a história da música? 
E aquele assovio maravilhoso? 

Assim como o Scorpions, a música Wind Of Change 
também nasceu no mundo dividido pela Guerra Fria. 
A diferença é que o grupo surgiu em 1965, 
e a música só foi gravada em 1990. 
25 anos haviam se passado, 
e a polarização entre os mundos socialista e capitalista continuava.
Acontece que, felizmente, no fim da década de 80 
esse cenário começou a mudar. 
Durante a turnê do álbum Savage Amusement, 
os Scorpions, que eram da parte ocidental da Alemanha (capitalista), foram autorizados a passar pela inimiga União Soviética, 
e conquistaram um legado histórico 
como a primeira banda de rock 
a fazer um show no país dominado 
pelo regime comunista totalitário.

No ano seguinte, o grupo voltou ao país 
para se apresentar no Moscow Music Peace Festival, 
evento que foi um enorme sinal dos ventos de mudança 
que rondavam pelo mundo na época, 
trazendo o anúncio de que tempos melhores viriam em breve.

Foi desse sentimento que nasceu a música Wind Of Change, 
composta por Klaus Meine 
durante a passagem pela União Soviética em 1989. 
Curiosamente, a letra foi escrita 
dois meses antes da queda do Muro de Berlim.

"Wind of Change" foi lançada em 1990 
no álbum "Crazy World" e inspirou-se nos "ventos de mudança" 
que atingiam a Europa com o término da Guerra Fria, 
o desmembramento da União Soviética, 
e a queda do Muro de Berlim.

Em 1989, 
a banda se apresentou no "Moscow Music Peace Festival", 
um evento que visou promover a paz no mundo 
e estabelecer a cooperação internacional 
na luta contra as drogas naquela região.
Além do Scorpions, outras bandas marcaram presença.  
O guitarrista Rudolf Schenker ficou bastante impressionado 
com a quantidade de russos que estavam curtindo as canções deles, apesar de ser uma banda alemã. 
O vocalista Klaus Meine disse a New Musical Express, 
revista britânica:
-Todo mundo estava lá: o Exército Vermelho, jornalistas, 
músicos da Alemanha, da América, da Rússia, 
o mundo inteiro em um único barco. 
Foi como uma visão, todo mundo estava falando a mesma língua, 
e foi uma vibração muito positiva. 
Aquela noite foi a inspiração básica para "Wind Of Change."

       A noite mágica e marcante de Wind Of Change.
O Moscow Music Peace Festival foi realizado 
cerca de 2 anos antes do Estado socialista, 
que contemplava Rússia e outros países, 
se dissolver e ceder ao sistema econômico do restante do mundo. 
A canção saiu no disco de 1990,  
ano em que o país de origem do grupo, Alemanha, 
se reunificou com a queda do Muro de Berlim,
 e foi divulgada como single em janeiro de 1991, 
meses após o fracasso de um golpe dos governantes locais 
para retomar o poder.

Dessa forma, ‘Wind of Change’ 
se tornou icônica em todo o mundo, 
especialmente na Europa, 
como uma espécie de “música-tema do fim da União Soviética”. 
A letra, sintomática, 
discute justamente a necessidade de mudança.

O assobio é a parte mais lembrada de Wind Of Change, 
e que quase não foi gravado.
Acontece que ele não era parte da composição, 
mas sim um truque que Klaus Meine usou 
para compor a melodia enquanto estava no ônibus da banda.

Na hora de gravar, 
os músicos até tentaram reproduzir o solo 
em diferentes instrumentos, 
mas nada ficava tão bom quanto o assovio do vocalista, 
que acabou sendo gravado na versão oficial da música.

Fiquem agora com o Vento da Mudança que  clama pela PAZ!



Wind Of Change
Ventos da Mudança

Tradução da música

Eu sigo o Moskva
Até o Parque Gorky
Ouvindo o vento da mudança
Uma noite de verão em agosto
Soldados passando
Ouvindo o vento da mudança

O mundo esta acabando
Você já pensou
Que nós poderíamos ser tão próximos, como irmãos
O futuro está no ar
Eu posso senti-lo em todo lugar
Soprando com o vento da mudança

Leve-me à magia do momento
Em uma noite de glória
Onde as crianças do amanhã ficam sonhando
No vento da mudança

Descendo pela rua
E memórias distantes
Estão enterradas no passado para sempre

Eu caminhei até Moscow
Descendo para o Parque Gorky
Ouvindo o vento da mudança

Leve-me à magia do momento
Em uma noite de glória
Onde as crianças do amanhã compartilham seus sonhos
Com você e eu

Leve-me à magia do momento
Em uma noite de glória
Onde as crianças do amanhã ficam sonhando
No vento da mudança

O vento da mudança sopra direto
Na cara do tempo
Como uma tempestade de vento que irá tocar
O sino de liberdade pela paz da mente
Deixe sua balalaica cantar
O que a minha guitarra quer dizer

Leve-me à magia do momento
Em uma noite de glória
Onde as crianças do amanhã ficam sonhando
Com você e eu

Leve-me à magia do momento
Em uma noite de glória
Onde as crianças do amanhã compartilham seus sonhos
No vento da mudança

 

segunda-feira, 6 de junho de 2022

... Façam silêncio ...


Façam Silêncio 

                                              Pablo Neruda 


Agora  deixem-me em paz. 
Habituem-se estar sem mim.

Vou cerrar os meus olhos,
e só quero cinco coisas, cinco raízes preferidas.

Uma é o amor sem fim.

A segunda é ver o outono.
Não posso ser, sem que as folhas voem e voltem à terra.

A terceira é o grave inverno,
a chuva que amei, a carícia do fogo no frio silvestre.

Em quarto lugar o verão
redondo como uma melancia.

A quinta coisa são teus olhos, meu bem amado.
Não quero dormir sem teus olhos,
não quero ser sem que me olhes.
Eu mudo a primavera para que me sigas olhando.

Amigos, isso é quanto quero.
É quase nada e quase tudo.
Agora se querem, podem ir.

Vivi tanto que um dia terão de por força me esquecer,
apagando-me do quadro negro.
Meu coração foi interminável.

Porém, por que peço silêncio, não creiam que vou morrer
passa comigo o contrário, sucede que vou viver.
Sucede que sou e que sigo.
Não será. 
Pois lá bem dentro de mim crescerão cereais,
primeiro os grãos que rompem
a terra para ver a luz,
porém, a mãe-terra é escura,
e dentro de mim sou escura.
Sou como um poço em cujas águas
a noite deixa suas estrelas, e segue sozinha pelo campo.

Sucede que tanto vivi que quero viver outro tanto.
Nunca me senti tão sonoro, nunca tive tantos beijos.

Agora, como sempre, é cedo.
 A luz voa com suas abelhas.
 Deixem-me  sozinho com o dia.
Peço permissão para nascer.





quarta-feira, 1 de junho de 2022

... Mensagem diaria ...


Albert Einstein

A lógica te levará de A a B.
A imaginação te levará a todas as partes.
 



... A Terceira visão ...

 


A Terceira Visão

Todos nós temos a terceira visão.

 Ela localiza-se no centro de nossa testa.

Mas como é isso ???
Temos então um terceiro olho no rosto ???



・:,。☆゚・:,。

  Glândula Pineal

Essa glândula é tão pequena quanto uma ervilha 
e tem a forma de pinha, daí o seu nome.
 A glândula pineal é considerada como um terceiro olho, 
pois tem a mesma estrutura básica de nossos órgãos visuais.
 Acreditava-se que ela era um órgão atrofiado, 
um olho não desenvolvido, de funções indefinidas. 
Mesmo assim, despertou o interesse dos cientistas, 
que descobriram funções relacionadas à física 
e aos fenômenos paranormais.

Foi constatado que, como uma antena, a Pineal, 
também chamada de epífise, 
é capaz de captar radiações eletromagnéticas da Lua 
(que regula ciclos menstruais), 
as radiações eletromagnéticas vindas do Sol 
e ainda desperta a produção de certas substâncias neurotransmissoras, que estimulam a atividade física e mental. 
Também é a Glândula Pineal que ativa 
a produção de hormônios sexuais no início da puberdade, 
iniciando-se assim o ciclo da reprodução humana. 
Nos animais (ela também está presente neles), 
capta os campos eletromagnéticos da Terra, 
orientando as migrações das andorinhas, das tartarugas... 
E há ainda funções muito intrigantes 
relacionadas a esse ponto no centro do cérebro. 
A Pineal é capaz de captar campos eletromagnéticos 
não apenas desta terceira dimensão, onde vivemos, 
mas também de outras dimensões do Universo, 
acessando campos espirituais e sutis. 
Segundo a Teoria das Supercordas, da física quântica, 
existem ao menos 11 dimensões diferentes no Universo 
e é possível a comunicação entre elas. 
Em outras palavras, a Pineal é capaz de detectar 
dimensões invisíveis aos olhos comuns, 
e esse pequeno radar está relacionado 
a fenômenos como: 
clarividência 
(vidência de acontecimentos ainda não ocorridos), 
telepatia 
(comunicação por meio do pensamento) 
e mediunidade 
(capacidade de entrar em contato com outras dimensões.



Analisada a composição da Glândula Pineal, 
detectou-se na sua estrutura, cristais de apatita, 
mineral também encontrado na natureza 
sob a forma de pedras laminadas.
Segundo as pesquisas, esse cristal capta campos eletromagnéticos. 
E o plano espiritual age por meio desses campos.
 A interferência Divina sempre acontece 
obedecendo as leis da própria natureza. 

"Os médiuns", pessoas capazes de entrar em contato 
com outras dimensões espirituais, 
apresentam maior quantidade de cristais de apatita na Pineal. 
Os iogues e místicos, 
que experimentam estados de meditação e êxtase profundos, 
têm menor quantidade. 
E ninguém pode aumentar ou diminuir 
essa concentração de cristais, 
ela é uma característica biológica, 
assim como a cor dos olhos e cabelos. 
A glândula é um receptor poderoso, 
mas quem decodifica as informações recebidas 
são outras áreas do cérebro, como o córtex frontal cerebral. 
Sem essa interação, as informações recebidas 
não são compreendidas. 
É por isso que os animais não podem decodificá-las.
As outras partes do cérebro deles não têm esse atributo.

A Pineal é uma glândula ainda considerada como “misteriosa” 
pela falta de estudos conclusivos, 
mesmo assim, pelo que já se sabe, 
podemos considerar sua real importância em nossa vida.
 Entre suas funções está a produção do hormônio melatonina 
que rege o ciclo de sono e de vigília (ciclo circadiano), 
dando-nos a referência de horário. 
Portanto, é um órgão cronobiológico 
porque nos dá a noção de tempo.

A importante função dessa glândula 
foi descrita no livro A Terceira Visão, escrito por  Lobsang Rampa. 
O filósofo e matemático francês René Descartes (1596-1650), também se curvou ao fascínio da Pineal. 
Na sua famosa Carte a Mersenne, escrita em 1640, 
ele afirmava que existe no cérebro uma glândula 
que é o local onde a alma se fixa mais intensamente. 
As religiões também consideram o terceiro olho 
como um centro de percepção espiritual.

As funções espirituais e psíquico-espirituais 
da pequena glândula, eram consideradas 
pelo fundador do espiritismo, Allan Kardec (1804-1869), 
no século 19, e foram descritas no livro Missionários da Luz, psicografado pelo médium Francisco Cândido Xavier (1910-2002) 
e publicado pela primeira vez em 1958. 
Segundo o livro, a melatonina, o hormônio segregado pela Pineal, 
gera os impulsos para as experiências que promovem
 o desenvolvimento espiritual.

Na antiga tradição da Índia, dois chacras, ou centros de energia, 
são responsáveis pelo desenvolvimento da espiritualidade. 
O chacra do terceiro olho, que fica na testa, 
um pouco acima da linha das sobrancelhas, 
e o chacra coronário, no topo da cabeça.

Esses dois centros, que captam e transmitem energia vital, 
dizem os indianos que revelam informações espirituais 
que influem em nossas ações e escolhas. 
O chacra do terceiro olho 
é responsável pela clarividência e pela criatividade. 
O centro coronário nos reabastece de energia cósmica 
e nos dá força espiritual. 
As cores relacionadas ao chacra que fica no alto da cabeça 
são o branco, o violeta e o dourado. 
Está ligado ao canal central de energia 
que passa pela coluna vertebral.
 
Ele rege a Glândula Pineal, que para os hindus, 
é o principal órgão do corpo. 
É a representação do céu dentro do homem 
e está associada às qualidades mais puras e elevadas 
que temos dentro de nós. 
 O chacra do terceiro olho está ligado à tonalidade azul-índigo 
e à glândula pituitária, que também fica no cérebro. 
Ele influencia todas as formas de expressão, 
capacidade artística e intelectual.

Para os cristãos a Glândula Pineal 
representa o FILHO de DEUS em nós, 
nossa consciência espiritual e amorosa, 
alimentada pela vontade Divina que nos chega dos céus 
e o amor que vem do nosso coração. 
Ela é a única glândula do corpo 
diretamente ligada à Consciência Superior.



... Natureza sagrada das árvores ...


Árvores

As árvores sempre foram reconhecidas 
como a melhor dádiva da natureza à raça humana. 
Elas fornecem alimento, abrigo, ferramentas, remédios, 
barcos, fogo, armas, vestimenta, 
sombra no verão, calor no inverno e beleza o ano todo. 
Elas eram abordadas com reverência 
e muito cuidado pelos povos antigos, 
pois a tinham como entidades vivas gigantescas, 
imbuídas de espírito. 
Honrando o espírito delas, 
eles desenvolveram cerimônias que deviam ser observadas 
antes de se cortar uma árvore.


No passado o culto à árvore era comum, 
não apenas entre os druidas.
Os druidas formavam uma classe poderosa 
dentro da sociedade celta, povo que há 3 mil anos, 
habitava territórios onde hoje estão Reino Unido, 
 norte da Espanha, de Portugal e da França, na Europa. 
Dentre as diversas funções dos druidas na sociedade, 
as principais eram como intelectuais e conselheiros.
Considerados por muitos como magos e bruxos, 
a filosofia dos druidas era fundamentada 
nos princípios do amor e da sabedoria.  
Eles adoravam a natureza 
e estavam sempre em busca do equilíbrio 
com ela e com os outros seres.
 
Algumas árvores específicas se tornaram divindades oraculares, 
cuja voz podia ser interpretada por uma sacerdotisa ou um sábio 
que morasse perto da árvore.

Na Alquimia, a árvore da vida 
foi representada como uma mulher nua, 
coroada com galhos brotando de sua cabeça, 
plena de frutos, uma ave fênix nos galhos, 
o sol à direita, a lua à esquerda 
e nas mãos objetos que podem ser raízes ou bastões de poder.

 A carta do tarô 'o mundo' 
parece ser uma versão tardia da árvore-mãe, 
também chamada de árvore da vida.

A árvore da vida dos mitos nórdicos 
era um freixo chamado Yggdrasil, 
que significa Cavalo Terrível ou o Cavalo de Ygg (o Ogre), 
porque Odin cavalgou nele para a morte. 
Como eixo do mundo, suas raízes sustentavam a terra, 
seu tronco passava pelo centro do mundo,
seus galhos se estendiam sobre o céu, enfeitados com estrelas. 
Das suas três raízes gigantescas, 
uma se dirige para a fonte subterrânea da terra (Urd), 
onde as Nornas vivem em sua caverna 
e perpetuamente decidem o destino dos seres humanos. 
Outra raiz alcança a fonte de Mimir 
no país dos gigantes gelados, fonte da sabedoria. 
A terceira raiz vai a Niflheim, 
o submundo presidido pela deusa Hel. 
Para entrar no submundo e aprender seus segredos femininos, 
como a magia das runas, Odin ficou pendurado na árvore 
por nove noites, sacrificando sua divindade. 
Uma poderosa serpente rói continuamente a árvore. 
Quando ela tiver sucesso, será o fim dos tempos, 
pois toda a estrutura e todos os mundos que ela sustenta ruirão.

Muitos mitos falam da árvore da vida, ou árvore do mundo, 
envolvida com a criação do universo, com a origem da humanidade 
e com as dádivas divinas do alimento e habilidades civilizatórias.
 
Os maias a chamam de primeira árvore do mundo, 
ou Verde Árvore da Abundância, 
e seguiam seus rituais para assegurar que, 
no final da vida, pudessem descansar no paraíso, 
à sombra da primeira árvore.

Martírios, como elemento essencial nos mitos 
da maioria dos grandes deuses, 
eram associados com alguma versão da árvore. 
Odin ficou pendurado em Yggdrasil 
para submeter-se à morte e ressurreição, 
antes de poder atingir sua completa divinização.
 
Krishna morreu numa árvore. Attis também. 
Osiris foi envolvido em uma árvore. 
JESUS foi pregado na árvore-cruz. 
Considerada como a mãe nutridora, 
o sangue nela derramado tinha por função 
manter a força da vida da árvore, 
de quem toda a vida dependia.

Na Pérsia e na Índia, a árvore da vida 
era representada com cinco galhos 
segurando os elementos da criação: água, terra, ar, fogo e éter.
 
No vale do Indus, uma Deusa da Árvore 
era cultuada por volta do segundo milênio antes do tempo comum, 
onde a árvore era considerada a fonte de todos os mantras, 
i.é., da criação. 
Esta árvore deu o dom da linguagem à humanidade, 
tendo uma letra ou mantra diferente escrito 
em cada uma de suas folhas.

Para os indo-europeus, a visão do paraíso incluía a árvore sagrada com uma fonte em suas raízes, 
do mesmo modo que a macieira da ilha de Avalon, 
do Jardim das Hespérides ou do Jardim do Éden. 
A macieira é a árvore que tem a mais forte relação 
com o outro mundo, 
e as maçãs estão sempre presentes 
nas cestas e cornucópias da deusa, por serem doadoras de vida.

São abundantes os mitos de deusas ou mulheres divinas 
se transformando em árvores, como Dafne, Mirra, Dione.

 Também foi a mãe/árvore que realizava 
todos os desejos de Cinderela.
 
A árvore dos desejos era a Deusa Ishtar da Babilônia, 
a figueira cósmica conhecida como a mãe primeva,
 no lugar central da terra.

Entre os celtas, a árvore expunha continuamente 
o ensinamento druida 
da infinitude da vida e da finitude da morte. 
Uma árvore de folhas parece morta no inverno, 
mas somente por um tempo finito,
 enquanto uma conífera representa 
a capacidade de imposição da vida. 
As árvores eram sagradas para os celtas. 
A árvore sagrada era enraizada concretamente 
em um território do clã, 
a árvore genealógica em seu sentido literal, 
representando a riqueza do clã e sua ligação 
com as divindades da terra e do céu. 
Esta árvore da vida entre céu e terra formava um micro-cosmos, 
que provia as pessoas com o sentimento de união e proteção 
e, como consequência, era natural que as cerimônias 
de entronização do rei eram realizadas sob esta árvore. 
Sua destruição significava a destruição do clã.

Um conjunto de árvores sagradas, 
como uma floresta ou uma clareira circundada por árvores, 
era tido como santuário, 
que não necessitava de um ícone da divindade. 
O outro mundo, como espelho do mundo real, 
possuía também suas árvores especiais, 
cujos maravilhosos frutos eram guardados por gigantes 
ou outros monstros. 
A luta dos heróis com estes guardiães, ou o roubo dos frutos, constitui temas favoritos de lendas. 
Às vezes, contudo, os seres do outro mundo 
partilhavam livremente estes frutos com os seres humanos. 
Em geral são belas mulheres que atraem os heróis 
para o outro mundo, mas às vezes também homens, 
como por exemplo, o gigantesco Trefuilngid, 
que apareceu em Tara (província central da Irlanda) 
com um ramo na mão, 
no qual havia nozes, maçãs e bolotas de carvalho. 
Das frutinhas que deixou para trás, desenvolveram-se 
as cinco árvores sagradas da Irlanda, que correspondem 
às cinco províncias, uma em cada direção e uma no centro.

O significado da avelã como alimento e provisão de inverno 
pode ser avaliada pelo número de vezes 
em que é mencionado na mitologia e nas lendas. 
Um reinado justo de um rei aprovado pela deusa 
tinha como resultado uma abundância de avelãs, 
como aconteceu com Mac Cuil, um dos ‘filhos da avelã’ 
e um dos três reis dos Tuatha De Danann, esposo de Banba, 
uma das três representantes do casamento sagrado da Irlanda.

Os Warao (wa=canoa; arao=povo, warao=povo da canoa), 
que vivem no delta do Orinoco na Venezuela, 
acreditam que a floresta é uma tribo de arbustos, 
palmeiras e árvores animadas. 
Alguns se originaram de velhos deuses, 
outros se matamorfosearam e ainda outros 
sempre foram o ‘povo árvore’.
 
A árvore vermelha cachicamo, usada para fazer canoas, 
é considerada a Mãe da Floresta, conhecida como Dauarani. 
Ela é a guardiã da floresta que, em tempos antigos, 
proibia a matança de grandes mamíferos 
e o corte não autorizado de palmeiras e árvores. 

... Surpresa ...


Foi com grande surpresa que verifiquei aqui nas visitas ao Blog,
 visitantes que estavam sumidos. 
Recebebi visitas da Ucrânia.
Meu coração bateu mais forte.
E quero aproveitar e escrever para nossos irmãos ucranianos
e ao presidente Volodymyr Olexandrovytch Zelensky,
que nós os brasileiros estamos ligados a eles
em pensamento e oração.

De coração vamos pedir PAZ,
 para o coração do presidente da Rússia.

Lembremos que água mole em pedra dura,
tanto bate até que fura.  

Serenidade, força e Fé ...
A tempestade vai passar.