COMUNICADO IMPORTANTE


Informo que a Autora do Blog faleceu em 16 de Abril de 2023, e, por conta disso, este espaço não será mais atualizado, e também não haverá aprovação de novos comentários.

domingo, 4 de outubro de 2020

... O velho e o lago ...



O velho e  o lago
                                              Desconheço autoria
 
 
Um velho tinha um lago no fundo de suas terras.
 Um belo dia, depois de muito tempo sem visitar seu lago,
decidiu ir até lá,
para ver se estava tudo em ordem.
 Pegou uma cesta para aproveitar o passeio
e colher umas frutas pelo caminho.
 Ao aproximar-se do lago, ouviu vozes animadas.
 Ao chegar no lago,
viu que as vozes eram de mulheres que se banhavam,
completamente nuas.

 Ao vê-lo, elas foram para a parte mais profunda do lago,
mantendo apenas a cabeça fora da água.
 Uma das mulheres gritou:
- Não sairemos enquanto o senhor não for embora.
 O velho respondeu:
- Eu não vim até aqui para vê-las nadar,
e muito menos para vê-las saindo nuas do lago.
 Mostrando o cesto, lhes disse:
- Estou aqui para alimentar meus crocodilos.




 Moral da história

 Idade e experiência,
sempre triunfarão sobre a juventude e o entusiasmo.


sábado, 3 de outubro de 2020

... Mensagem diaria ...


                                         Desconheço autoria


Hoje escolhi ser feliz e vou conseguir.
A realização de meus sonhos, não adianta esperar,
e já tracei uma rota para trilhar.
Cansei de buscar quem tanto amo.
Ser feliz agora para mim, tornou-se prioridade.
Viverei intensamente meus dias, 
com o que a vida me proporcionar,
e com muita gratidão, pelo que eu tiver nas mãos.

... Fábula ...

 


 Fábula de Esopo 
  escravo e contador de histórias que viveu na Grécia Antiga (620 a.C.- 560 a.C.)


Um homem foi à floresta 
e pediu às árvores para que estas lhe doassem 
um cabo para o seu machado novo.
O conselho das árvores, 
uma assembléia composta pelos Anciãos, 
considerados mais sábios, de comum acordo, 
aceita o seu pedido. 
Assim, lhe oferecem o tronco de uma jovem Árvore
 para que sua deliberação fosse cumprida. 
E tão logo o homem coloca o novo cabo no seu machado, 
começa furiosamente a usá-lo.
E em pouco tempo já havia derrubado 
com seus potentes golpes as maiores, 
mais antigas e nobres árvores daquele bosque.
Um velho Carvalho, observando a destruição à sua volta, 
comenta desolado com um Cedro seu vizinho: 
- O primeiro passo, este sim significou a perdição de todas nós. 
Se tivéssemos respeitado os direitos daquela jovem árvore, 
também teríamos preservado os nossos, 
e poderíamos ficar de pé ainda por muitos anos...


Moral da História
 
O verdadeiro sábio não menospreza, 
nem demonstra indiferença ou preconceito, 
por um seu semelhante ...



sexta-feira, 2 de outubro de 2020

... Mensagem diaria ...


          Desconheço autoria
Um pequeno texto, mas muitíssimo verdadeiro.





A vida é muito curta para se ficar aguardando pelos outros.
Se quem você aguarda realmente se importasse com você,
já teria dado algum sinal de vida.
A verdade é que, enquanto você estiver assim
nessa interminável agonia, esperando quem nunca chega,
muita coisa vai se passando ao seu redor.
Claro que ninguém se compara a quem você espera.
Mas quem você espera não está disponível no momento.
E poderá inclusive, nunca estar, 
apesar do que foi dito "naquele dia".
Pessoas que somem, não são confiáveis.









 

... Saudade ...


Saudade 

                                  Maria Isabel  (Mir@gem) 


As horas não passam
O tempo avança lentamente
Me deixando em estado deprimente
Com saudades de você ...    

Saudades das tuas palavras
Que a mim encantam e fascinam
Saudade de te imaginar ao meu lado
Enquanto as horas caminham ...

Saudade que se transforma
Quando você chega todo faceiro
Saudade que se transforma
Na alegria do amor primeiro ...

Senta do meu lado e num afago me diga
Que essa saudade vai passar
Que essa saudade não é eterna
E que um dia entre nós não vai estar ...


quinta-feira, 1 de outubro de 2020

... O Carvalho ...


Texto baseado em A árvore solitária, de O livro das virtudes, 
de William J. Bennett

O Velho Carvalho

Era um velho carvalho 
no meio de uma grande floresta. 
Há alguns anos, uma enorme tempestade 
o deixara quebrado e feio.

Jamais conseguira se reerguer, como as demais árvores.
Quando a primavera chegava, 
o adornava de flores novas e verdes
 e o outono tomava o cuidado de pintá-las 
todas de cor avermelhada.
Mas os ventos inclementes sopravam 
e levavam todas as folhas 
e nada mais podia disfarçar a sua feiura.
A árvore foi se sentindo esquecida, abandonada, 
sem utilidade.
E um enorme vazio tomou conta dela.
Quando o vento do outono passou por ali, 
ela se lamentou: 
- Ninguém mais me quer.
 Não sirvo para nada. 
Agora sou inútil.

Mais alguns dias se passaram e, 
na proximidade do inverno, 
um pica-pau sentou-se em seu tronco 
e começou a bicá-lo, de forma insistente.
Tanto bicou que conseguiu fazer um pequeno furo, 
uma portinha de entrada para sua residência de inverno, 
no tronco oco do carvalho.
Arrumou tudo com muito bom gosto. 
Aliás, estava praticamente tudo arrumado.
 As paredes eram quentinhas, aconchegantes 
e havia muitos bichinhos que poderiam alimentá-lo 
e aos seus filhotes.
- Como estou feliz em ter encontrado esta árvore oca! 
Ela será a salvação para mim e minha família
no frio que se aproxima.

Pouco tempo depois, um esquilo aproximou-se
 e ficou correndo pelo tronco envelhecido,
 até achar um buraco redondo, 
que seria a janelinha da sua casa.
Forrou por dentro com musgo 
e arrumou pilhas e pilhas de nozes 
que o deveriam alimentar 
durante toda a estação de ventos gelados.
 Falou o esquilo:
- Como estou agradecido 
por ter encontrado esta árvore oca.

O carvalho passou a sentir umas coisas estranhas. 
As asas dos passarinhos roçando em sua intimidade, 
o coração alegre do esquilo, 
suas patas miúdas apalpando o tronco diariamente 
fizeram com que se sentisse feliz.
Seus ramos passaram a cantar felicidade. 
Quando chegou a época das chuvas, deixou-se molhar, 
permitindo que as gotas escorressem por seus galhos, lentamente.
Aceitou a neve 
que o envolveu em seu manto por muitas semanas, 
agradeceu os raios do sol e a luz das estrelas.
Tudo era motivo de felicidade. 
A velha árvore redescobrira a alegria de servir.

-·=»‡«=·-

Ninguém há que nada possua para dar. 
Ninguém existe que não possa fazer algo 
em benefício do seu irmão. 
Um sorriso, uma prece, um gesto, um abraço, 
um agasalho, um pão.
Há tanto que se fazer na Terra. 
Existem tantos aguardando a cota 
do nosso gesto de ternura. 
Ninguém é inútil ou desprezível. 
Cabe-nos redescobrir a riqueza que em nós existe 
e distribuí-la a quem dela necessite ou espere.

Se nos sentirmos solitários, 
em meio às dificuldades que nos chegam, 
aprendamos a estender sorrisos 
nos caminhos por onde passarmos.
Antes de nos amargurarmos 
e cobrar gestos de carinho de amigos e parentes,
 antecipemo-nos e doemos a nossa cota de amor, 
ainda hoje
permitindo-nos usufruir da alegria de dar e dar-se.



... Santa Terezinha ...

O dia 1º de outubro é dedicado à memória de:
 Santa Terezinha


Em 2 de janeiro de 1873, em Alençom, na França, 
nascia Marie Françoise Thérèse Martin,
filha de Louis Martim, relojoeiro e joalheiro,
 que quis ser monge na ordem de São Bernardo de Claraval, 
e Zélie Guérin, famosa bordadeira do ponto de Alençon.


Marie Françoise Thérèse Martin,
 que conhecemos hoje como Santa Terezina, 
sempre teve o corpo frágil e doente.


A mãe de Terezinha faleceu, 
quando ela tinha apenas quatro anos. 
Por isso, ela se apegou à sua irmã mais velha, Paulina, 
que passou a ser tida como sua segunda mãe. 
Paulina, porém, seguindo a própria vocação, 
entrou para o Carmelo. 
Terezinha ficou muito doente causando grande preocupação 
em seu pai e irmãs.
 Um dia, porém, olhando para a imagem 
da Imaculada Conceição de Maria, 
viu a Virgem sorrindo e imediatamente ficou curada. 
 Desse dia em diante, Terezinha decidiu entrar para o Carmelo. 
Suas irmãs, que também se tornaram freiras,
 eram Maria, Paulina, Leônia e Celina. 
Seus 3 irmãos morreram muito cedo.
 Terezinha estudou no colégio 
da Abadia das monjas beneditinas de Lisieux por 5 anos.


Com apenas 14 anos, Terezinha  decidiu entrar 
para a ordem das carmelitas descalças, 
porém devido a idade não poderia, 
por causa das regras da Igreja. 
Mas ela não desistiu. 
Fez uma audaciosa viagem até a Itália, 
e foi pedir autorização ao Papa Leão XIII e este concedeu. 
Assim, em abril de 1888 ela entra para o Carmelo 
com o nome de Thérèse de I’Enfant Jesus (Tereza do Menino Jesus). Fez sua profissão religiosa em setembro de 1890, 
festa da Natividade da Virgem Maria, 
acrescentando em seu nome,
 Thérèse de I’Enfant Jesus Et de La Sainte Face, 
(Tereza do Menino Jesus e Sagrada Face).

Santa Terezinha escreveu três manuscritos 
a pedido de sua irmã Paulina.
 Esses manuscritos são sua autobiografia 
e foram publicados em 1898 com o título 
 História de uma Alma, livro que, posteriormente,
 veio a se tornar um dos maiores best sellers da história.

Em seus escritos, 
Terezinha ensina a teologia profunda da simplicidade.
 A pequena via, um caminho de santidade 
baseado nas pequenas coisas, 
nos pequenos atos do cotidiano que, 
quando feitos com amor, produzem frutos de santidade. 
Ela dizia que não tinha forças 
para fazer as grandes obras heróicas dos santos famosos da Igreja, mas só conseguia fazer pequenas coisas. 
Mas nessas pequenas coisas estava o segredo de sua santidade. 
Pegar um alfinete caído no chão, com amor,
 produz fruto de santidade.

Terezinha escreveu também. 
A morte reinava em toda parte, um terrível inverno.   
Ela fala da pandemia da gripe russa, 
que fez mais de um milhão de vítimas 
por todo o mundo entre 1889 e 1895. 

Santa Terezinha ficava feliz 
quando jogava pétalas de rosas
ao ver passar o Santíssimo Sacramento no ostensório, 
e também gostava de jogar flores 
no grande crucifixo que ficava no jardim do Carmelo.

Santa Tereza do Menino Jesus 
sofreu por quase 3 anos de tuberculose, 
que naquela época não tinha cura. 
Chegou a dizer que jamais pensou 
que fosse capaz de sofrer tanto, 
mas teve paciência e fez tudo por amor, 
sem jamais reclamar nem murmurar. 
Faleceu no dia 30 de setembro de 1897, aos 24 anos. 
No leito de morte as monjas rezavam e anotavam tudo que ela dizia.
Farei cair uma chuva de rosas sobre o mundo
(As rosas simbolizam a intercessão de Santa Terezinha 
por todos aqueles que a pedem em oração.
Quando fazemos um pedido pela intercessão dela 
e se formos atendidos no que pedimos,
recebemos uma rosa ou uma flor.)
 Sua última frase foi:
 Não me arrependo de haver-me entregue ao amor. 
E com o olhar fixo no crucifixo exclamou:
 Meu DEUS, eu te amo
Então, faleceu a jovem 
que depois foi chamada de
 a maior Santa dos tempos modernos.