COMUNICADO IMPORTANTE


Informo que a Autora do Blog faleceu em 16 de Abril de 2023, e, por conta disso, este espaço não será mais atualizado, e também não haverá aprovação de novos comentários.

sábado, 22 de agosto de 2020

... Julius Hensel ...





Julius Hensel,
nasceu em 30 de abril de 1844, Berlim, 
e faleceu em  12 de junho de 1903, Berlim, 
Alemanha

Julius Hensel foi químico, farmacêutico e médico.

 Justus von Liebig e Julius Hensel,
promoveram na Alemanha debates acalorados 
sobre como evitar a fome e proporcionar o bem-estar nutricional.
Julius Hensel 
obteve pouco reconhecimento pelo seu trabalho, 
além de ter sido processado e seu livro Pães de Pedra,
 ter sido censurado. 
Somente em 1997 seu livro foi reeditado.

Nesse livro, Julius cita que Liebig
pede perdão por ter pecado contra a obra do
CRIADOR. 

-·=»‡«=·-

Uma pequena amostra, 
com alguns parágrafos do que Julius Hensel escreveu:

"lnocentes úteis não percebem 
que a diferença entre imperialismo e império 
é que, no primeiro, 
o poder é uma violência policial/mililar e mercantil, 
e, no último, suave intromissão politica.
E mais, esta passagem de imperialismo para império 
é uma evolução. 
Situa-se sobre o
aculturamento gradual de uma sociedade. 
A familia e indivíduo, carentes dos valores
mínimos de suas cidadanias, passam a acreditar e a identificar-se
em sua condição e substituí-la pelos valores entronizados 
pelo imperialismo.
E assim que nasce o excluído, o miserável, o submisso, 
o sem direitos etc. 
Com o tempo, estas condições 
passam a constituir sua identidade: 
Morador de Rua, “Bóia-fria”, Negro,
Indio, Menino de rua, Vagabundo, lndolente, Violento... "

"Que este pequeno livro 
seja o suficientemente compreensível para os homens,
que parecem próximos a se converter em bestas de rapina. 
Que cesse sua guerra de todos contra todos 
e que no lugar disto se unam na conquista das rochas. 
Que o ser humano, em lugar de ir na busca do ouro, 
na busca da fama ou mal gastando sua força produtiva 
em labores infrutíferos, escolha a melhor parte,
que é a cooperação pacífica na pesquisa 
e descobrimento de rumo das forças naturais 
com o fim de desenvolver produtos nutritivos, 
e o aprazível deleite das frutas 
que a terra pode produzir em abundância para todos. 
Que o homem faça uso de sua divina herança da razão 
para alcançar a verdadeira felicidade 
ao descobrir as fontes de onde fluem todas as bênções
sobre a terra, e que, deste modo, 
só ponham fim a sua procura egoista e a ambição,
 as cada vez maiores dificuldades de viver, 
as ansiedades pelo pão de cada dia, 
a angústia e o crime. 
Este é o objetivo desta pequena obra, e que nisto, 
DEUS nos possa ajudar!"






sexta-feira, 21 de agosto de 2020

... Fé ... o verdadeiro combustível da ciência ...7






Um pouco de ciência nos afasta de Deus.
       Muito, nos aproxima.                                    
                                                                               Louis Pasteur 



Justus Freiherr von Liebig,
nasceu em 12 de maio de 1803, Darmstadt, 
e faleceu em 18 de abril de 1873, Munique,
 Alemanha.

A morte de Justus von Liebig,
envolve um mistério. 
Documentos da época, atestam que Liebig 
teria cometido o suicídio, porém nada foi esclarecido.
Tanto sua lápide, 
como suas últimas sentenças 
demonstram que Liebig havia se arrependido 
em tentar consertar a natureza 
através dos compostos químicos.

Justus von Liebig, como era conhecido, 
foi um químico e inventor alemão.


Seu pai foi  um comerciante de anilina, 
e ele tornou-se destacado 
como cientista e professor de química. 
Seu legado foi um dos maiores do século XIX. 
Seus experimentos possibilitaram a criação 
de fertilizantes químicos, sabão, explosivos 
e alimentos desidratados. 

Sua contribuição para a humanidade foi extraordinária. 
Além de inúmeras fórmulas 
e processos para a química orgânica, 
Liebig institucionalizou o uso didático 
do laboratório de química.

Desde cedo Liebig mostrou determinação, 
dizendo a seus professores que tornaria-se ‘químico’
 numa época em que uma carreira com este nome nem existia, 
e achava que a educação na época não era suficiente. 

Ao ajudar seu pai, 
Liebig já causava explosões em seu laboratório caseiro.
Aos 17 anos de idade entrou para a Universidade de Bonn. 
Ao interagir com um dos seus professores 
constatou que este desconhecia o cálculo para análises minerais, 
e em consequência decidiu que era melhor 
continuar seus estudos sozinho.

Achando que não encontraria melhores professores 
em seu país, 
pediu permissão para o grão duque de Hessen 
e foi para Paris. 

Em  1822, Justus von Liebig juntou-se,

a grandes grandes químicos franceses.  
Graças às recomendações de um deles, 
Liebig foi admitido em um laboratório privado 
e pôde continuar seus experimentos, 
apresentando seus trabalhos 
na Academia Francesa em 22 de março de 1824. 
Dois dias após a apresentação, 
Liebig foi nomeado, aos 21 anos de idade, 
professor extraordinário da Universidade de Giessen, Alemanha.

Devido a pouca idade, 
Liebig foi hostilizado pelos demais professores.
Mas determinado e convencido de sua própria experiência, 
decidiu montar um laboratório 
em um anexo abandonado da Universidade.


 O humilde laboratório serviu de modelo 
a todos os demais laboratórios no mundo, 
sendo que os alunos de Liebig, 
chegaram a se especializar na arte de soprar vidros.

Mesmo em condições precárias, 
Liebig criou fama e atraiu estudantes 
de toda a Europa e Estados Unidos. 

Muitos de seus alunos tornaram-se grandes cientistas 
laureados com o Prêmio Nobel em física e biologia.

Liebig foi um dos fundadores da química orgânica, 

 revolucionando a produção de alimentos, 
aplicando princípios da química.

 Promoveu na Alemanha, debates acalorados 

sobre como evitar a fome 
e proporcionar o bem-estar nutricional.

Deve-se a Liebig 318 memórias 

das mais variadas questões de química.

Liebig aprofundou-se em pesquisas 

sobre o metabolismo e a fisiologia, 
estudando quais as melhores maneiras 
de nutrir corpos adoecidos.


Citação de  Justus von Liebig


A grandeza e infinita sabedoria do CRIADOR 
a reconhecerá realmente só o que se esforçar 
por extrair as suas idéias do grande livro
que chamamos a natureza.



(Vídeo com uma demonstração da Arte de soprar vidros)



quinta-feira, 20 de agosto de 2020

... Para descontrair ...







Por que a água foi presa?
Porque matou a sede.

  -·=»‡«=·-


O que é um pontinho vermelho em um castelo?
Pimenta do Reino.

 -·=»‡«=·-


Qual o vinho que não tem ácool?
Ovinho de codorna.





... Mensagem diaria ...

                                                     



Quando tudo parecer distante, 
um vazio te inundar a alma,
não desanimes.
DEUS sempre nos oferece 
o conforto de uma nova oportunidade.
E essa oportunidade que ELE nos oferece, 
é um novo amanhecer.
Saibamos aproveitar com dignidade 
essa nova oportunidade.











... Mensagem diaria ...

      



                                       Charles Chaplin

A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios.
Por isso, cante, chore, dance, ria, ame, 
viva intensamente,
antes que a cortina se feche 
e a peça termine sem aplausos. 
                                                    

quarta-feira, 19 de agosto de 2020

... Apólogo ...







Após o chá da tarde, sobre a mesa da varanda, 
a Xícara e o Bule começaram a conversar.


A Xícara muito vaidosa, disse para o Bule:
- Ah... eu sou a mais bela peça da copa!
 O Bule respondeu:
- Tu? Ora essa!
Indignada a Xícara retrucou:
- Sim! Sou a mais bela peça, 
e a mais importante também! 
Com ironia o Bule falou:
- É mesmo? 
Zangada a Xícara disse:
- Podes rir, Bule velho!
E o Bule que ainda tinha um pouco de chá,
amigavelmente falou:
- Ora, não me leve a mal. 
Tu sabes que eu gosto muito de ti.

Mas a Xícara, ignorando o Bule, 
continuou a discorrer amorosamente 
sobre as suas qualidades admiráveis:
- Pois então. 
É a mim que os senhores levam à boca, 
todos os dias, e me cobrem de beijos 
enquanto bebem o chá. 
Sou feita de porcelana delicada, 
com belas florzinhas pintadas de dourado, 
que refletem a luz e brilham como num sonho. 
Não é qualquer um da casa que pode me tocar.

O Bule, muito sensato, tentou transmitir uma lição:
 - Minha amiga, o que realmente importa é o nosso destino. 
O que disseste sobre tuas florzinhas é somente vaidade, 
mas ir à boca dos senhores é o teu dever. 
E sou eu que fervo a água e preparo o chá no meu interior, 
o qual é servido por ti. 
Tal é o meu destino. 
Tu percebes que nós dois, juntos, 
temos cada um a sua importância e sentido na vida?
A Xícara riu, e disse com desprezo:
- Oh, sim! 
Então não sou diferente 
dos copos de vidro grosseiro 
que as crianças usam para beber? 
Escuta, filósofo, serei franca contigo: 
- Tu tens inveja...
Disse o Bule:
 Inveja???... Eu ??? ...
Respondeu a Xícara:
- Sim. pois eu estou sempre cheirosa e doce, 
e tu tens cheiro de bule velho e borra de chá. 
Lavam-me cuidadosamente, 
e guardam-me no armário de vidro, 
junto com as louças finas e os cristais,
para embelezar a casa.
 Enquanto tu és lavado com palha de aço 
e te escondem debaixo da pia, para que não te vejam. 
Sou estimada, e quanto mais velha eu me torno, 
mais valiosa fico. 
E tu? 
És velho, manchado, cheio de amassadinhos, 
e és feito de metal...
O Bule ia responder alguma coisa, porém desistiu. 
Como poderia argumentar 
com uma Xícara vaidosa e pretensiosa?
Nesse momento o gato da casa, inesperadamente, 
pulou em cima da mesa da varanda tentando caçar um besouro. 
O gato foi tão rápido e desastrado 
que nem escutou os gritos do  Bule e da Xícara:
- Cuidado !!!
Mas era tarde demais, e os dois caíram no chão.
 O Bule, que tinha uma base pesada, 
caiu e rodou como um pião, ficando em pé quando parou. 
E a bela Xícara, pobrezinha, 
espatifou-se no chão da varanda.
Uma lágrima de chá 
deslizou suavemente pela fronte do Bule, 
enquanto observava a pequena luz de vida que aos poucos desaparecia dos caquinhos de porcelana.
 Entristecido o Bule murmurou:
 Minha querida Xícara você escarneceu dos meus amassadinhos.
Mas eles são as marcas da experiência, 
dos muitos tombos que levei na vida...
E a soberba Xícara, definhando, respondeu num fio de voz:
- Sem essa, convencido! 
Se não fosse o meu fim, tu não terias a oportunidade 
de ficar aí, fazendo pose de sábio!...



terça-feira, 18 de agosto de 2020

... Wabi sabi ...

                      

Os tapetes persas, sempre tem um pequeno erro,
um minúsculo defeito,
apenas para lembrar a quem olha,
  de que só DEUS é perfeito. 


Wabi sabi é a beleza das coisas modestas.
É a beleza das coisas não convencionais.
                        É a Arte da Imperfeição.                                

A Arte da Imperfeição começa 
quando reconhecemos e aceitamos 
nossa tola condição humana.

Precisamos aprender ...
A aceitar nossas falhas 
com a mesma graça e humildade
com que aceitamos nossas qualidades.
A perdoar a nós mesmos e aos outros.
O desejo de acertar sempre 
impede o nosso crescimento,
e a necessidade de estar no controle 
aumenta a desordem e o caos.

Wabi sabi 
é a expressão que os japoneses inventaram para definir
a beleza que mora nas coisas imperfeitas e incompletas.
O termo é quase que intraduzível.
Wabi sabi é um jeito de ver as coisas 
de uma ótica de simplicidade, 
naturalidade e aceitação da realidade.

Os mestres japoneses, com a cultura inspirada
nos ensinamentos do taoísmo e zen-budismo,
perceberam que a ação humana sobre o mundo 
deve ser tão delicada 
que não impeça a verdadeira natureza das coisas 
de se revelar.
E a natureza das coisas 
é percorrer seu ciclo de nascimento, 
amadurecimento e morte efêmeras e frágeis.
Eles perceberam a beleza e elegância
 que existe em tudo 
que é tocado pelo carinho do TEMPO.
Uma velha tigela de chá,
musgo cobrindo as pedras do caminho,
a toalha amarelada,
a maçaneta da porta nublada das mãos que a tocaram,
uma única rosa solta em um vaso.

Wabi sabi é inseparável dos ensinamentos
do taoísmo e zen-budismo:
Na natureza ...
... Tudo é impermanente ...
... Tudo é imperfeito ...
... Tudo é incompleto ...

A beleza pode estar escondida na feiura ...



A grandeza existe nos detalhes despercebidos ...



A aceitação do inevitável ...



A apreciação da ordem cósmica ...


A Arte da Imperfeição, é focar no intrínseco,
no irregular, no despretensioso, no turvo,
no envelhecido, no simples.



Quando os japoneses reparam objetos quebrados,
eles enaltecem a área danificada
preenchendo as fisuras com ouro.

Eles acreditam que, quando algo sofre um dano
e tem história,
torna-se mais bonito com o restauro.
Essa arte tradicional 
de reparação da cerâmica quebrada
com pó de ouro
é conhecida como Kintsugi.
O resultado é que as cerâmicas 
não são apenas reparadas,
mas tornam-se ainda mais fortes
do que eram originalmente.


Contam-se que esse conceito surgiu no sec. XV,
quando o jovem Rikyu,
queria aprender os complicados rituais
da Cerimônia do Chá,
e procurou o grande mestre Takeno Joo.
O mestre para testar o rapaz,
 pediu que ele varresse o jardim.
Rikyu limpou o jardim 
até que não restasse nem uma folhinha 
para contar a história.
Ao terminar, examinou cuidadosamente,
o jardim impecável.
E então, antes de apresentar o resultado ao mestre,
ele chacoalhou o galho de uma cerejeira,
que fez caírem algumas flores
que se espalharam displicentes pelo chão.

Mestre Joo, impressionado com o que viu,
admitiu o jovem no seu mosteiro.
Rikyu tornou-se um grande Mestre do Chá,
e desde então é reverenciado 
como aquele que entendeu 
a essência do conceito de wabi sabi.
A Arte da Imperfeição.


O Wabi sabi não faz referência 
somente a fatores externos,
mas também a conceitos mais profundos
como a humildade, a simplicidade, a solidão,
e inclusive o abandono.
Define um modo de viver em paz consigo mesmo
e com o seu entorno,
valorizando a simplicidade da rotina diária.