COMUNICADO IMPORTANTE


Informo que a Autora do Blog faleceu em 16 de Abril de 2023, e, por conta disso, este espaço não será mais atualizado, e também não haverá aprovação de novos comentários.

segunda-feira, 16 de março de 2020

... Fernando Pessoa ...

                                                          

Fernando António Nogueira Pessoa,
nasceu em 13 de junho de 1888, 
e faleceu em 30 de novembro de 1935. 
(Lisboa, Portugal)

Quando se fala em literatura portuguesa, 
Fernando Pessoa é lembrado 
como um dos nomes mais notáveis.

A sua obra está imortalizada em verso e prosa, 
abordando os mais diversos assuntos.
  Do amor à existência humana,
 ele passeava com as palavras,
de acordo com a personalidade que assumia 
na hora de produzir seus textos.

Os termos Pseudônimo e Heterônimo, são conhecidos.
Porém muitas pessoas chegam a confundi-los.
Mas são palavras completamente distintas,
com seu significado próprio.

Pseudônimo
É um nome fictício usado como alternativa ao  nome real.
É um recurso usado 
quando a pessoa não quer ser identificada.
Pode ser por modéstia, timidez ou até mesmo para enganar.

Heterônimo
É o nome dado a personalidades fictícias, 
com direito a biografia,
como se fossem pessoas reais.

O heterônimo
foi muito bem explorado por Fernando Pessoa,


 Fernando Pessoa criou alguns personagens.
Esse seu trabalho é admirado e serve de inspiração 
em todos os cantos do mundo.

Tendo sido "plural", como se definiu Fernando Pessoa, 
criou personalidades próprias 
para os vários poetas que conviviam nele.
Fernando Pessoa foi vários poetas ao mesmo tempo, 
além de Alberto Caeiro, foi também Ricardo Reis, 
Álvaro de Campos e Bernardo Soares. 
Assim, para cada um deles 
criou uma biografia 
e um traço diferente de personalidade.
 Ainda que eles tenham traços de Fernando Pessoa,
 possuem personalidades definidas e marcantes, 
independentes de seu criador.



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Alberto Caeiro

Alberto Caeiro da Silva nasceu em Lisboa 
no dia 16 de abril de 1889. 
Órfão de pai e de mãe, só teve instrução primária 
e viveu quase toda a vida no campo, 
sob a proteção de uma tia.
Alberto Caeiro foi um poeta 
voltado para a simplicidade e as coisas puras. 
Viveu em contato com a natureza, 
extraindo dela os valores ingênuos 
com os quais alimentava a alma. 
Foi um poeta que viveu 
em verdadeira aliança com a vida no campo e com a  natureza.
 Dava importância às sensações, 
registrando-as sem a mediação do pensamento.
Alberto Caeiro é o lírico 
que restaurava o mundo em ruínas. 
Para Caeiro, tudo é como é. 
Tudo é assim porque assim é. 
O poeta reduz tudo à objetividade, 
sem qualquer necessidade de pensar. 
Morreu tuberculoso em 1915.

Eu não tenho filosofia: tenho sentidos...
Se falo na natureza não é porque saiba o que ela é.
Mas porque a amo, e amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem por que ama, nem o que é amar...
                                            Alberto Caeiro


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Álvaro de Campos



Álvaro de Campos 
foi um dos mais importantes heterônimos de Fernando Pessoa. 
Foi criado em 1915.
Álvaro nasceu em Tavira, 
no extremo sul de Portugal, a 15 de outubro de 1890. 
Estudou Engenharia Naval, na Escócia. 
No entanto, não exerceu a profissão 
por não poder suportar viver confinado em escritórios.
Álvaro de Campos foi um poeta moderno, 
aquele que vive as ideologias. 
Engenheiro de profissão 
via o mundo com a inteligência concreta 
de um homem dominado pela máquina. 
De temperamento rebelde e agressivo, 
seus poemas reproduziam a revolta e o inconformismo,
 manifestados através de uma verdadeira revolução poética:

"Dentro de mim estão presos e atados ao chão
todos os movimentos que compõem o Universo.
A fúria minuciosa dos átomos,
a fúria de todas as chamas, a raiva de todos os ventos,
a espuma furiosa de todos os rios que se precipitam".

Álvaro de Campos foi um homem 
de espírito inconformado com o tempo.
 Era completamente inadaptado ao mundo que o cercava, 
vivia marginalizado, sendo uma personalidade do não.




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Por volta de 1912, 
Fernando Pessoa teve ímpetos de escrever
 poemas de índole pagã.
Escreveu umas coisas sem obedecer uma regularidade, 
e as deixou ... 
 "Esboçara-se-me, contudo numa penumbra mal urdida, 
um vago retrato da pessoa que estava a fazer aquilo.
Tinha nascido, sem que eu soubesse, o Ricardo Reis".
Na biografia de Ricardo Reis consta que ele nasceu 
em Porto, Portugal, no dia 19 de setembro de 1887. 
Estudou em colégio de jesuítas e formou-se em medicina. 
Era monarquista e exilou-se no Brasil, em 1919,
 por discordar da Proclamação da República Portuguesa. 
Foi profundo admirador da cultura clássica, 
tendo estudado latim, grego e mitologia.
Ricardo Reis tinha sua personalidade  identificada 
com os clássicos da Antiguidade. 
Seu espírito reflete a doutrina de Epicuro (filósofo grego), 
caracterizada pela identificação do bem soberano com o prazer, 
o qual há de ser encontrado na prática da virtude 
e na cultura do espírito.  
  Horácio (poeta e filósofo romano) 
foi um grande inspirador de sua poesia, 
principalmente no que diz respeito à filosofia de Carpe Diem.
Isto é, usufruir do momento, 
como também no uso de gerúndios, imperativos 
e inversões de sintaxe, como os hipérbatos.


O passado é o presente na lembrança.
                                                                             Ricardo Reis



-·=»‡«=·-



Bernardo Soares foi, dentro da ficção de seu próprio livro, 
um simples ajudante de guarda-livros na cidade de Lisboa.
 Conheceu Fernando Pessoa 
numa pequena casa de pasto frequentada por ambos. 
Foi aí que Bernardo deu a ler a Fernando
 o seu "Livro do Desassossego".
É considerado um semi-heterônimo porque, 
como seu próprio criador explica 
"não sendo a personalidade a minha, é, 
não diferente da minha, mas uma simples mutilação dela. 
Sou eu menos o raciocínio e afectividade."

Tenho uma espécie de dever de sonhar sempre,
 pois, não sendo mais, 
nem querendo ser mais que um espectador de mim mesmo, 
tenho que ter o melhor espetáculo que posso. 
Assim me construo a ouro e sedas, em salas supostas, 
palco falso, cenário antigo, 
sonho criado entre jogos de luzes brandas e músicas invisíveis.
                                                                                                 Bernardo Soares



-·=»‡«=·-

 Em uma carta ao amigo Adolfo Casais Monteiro,
Fernando escreveu:
"Pus no Caeiro
todo o meu poder de despersonalização dramática, 
pus em Ricardo Reis toda a minha disciplina mental, 
vestida da música que lhe é própria, 
pus em Álvaro de Campos toda a emoção
 
que não dou nem a mim nem à vida.
 A simulação é mais fácil, 
até porque  mais espontânea, em verso.
Na prosa de Bernardo Soares, no entanto,
 
a simulação se fez lentamente, 
num consciente jogo de esconde - esconde. 





sábado, 7 de março de 2020

... Mulher ...




Todas as mulheres são belas.

Usar roupas da moda, andar maquiada, 
não fazem uma mulher ficar mais bonita.
O que torna uma mulher bonita 
é a luz de seu olhar, a sua força e coragem, 
principalmente nos piores momentos de sua vida.

Uma mulher bonita 
é aquela que sabe amar com todo seu coração.
Aquela guerreira que não se deixa amedontrar 
pelas vicissitudes da vida.
Que sabe aceitar um NÃO 
como se fosse uma delicadeza.

A mulher é como o Sol no raiar do dia,
 
iluminando a todos que a rodeiam, 
mesmo sem  nada dizer, 
e que a noite sabe embalar quem adormece 
com calma e quietude.





... Sem título ...



Noite muito fria e sem conseguir dormir,
resolvi sair da cama, 
e vir escrever um pouco do que estava a pensar.
Não sei onde meus companheiros noturnos, 
Hipnos e Morfeu, se esconderam.

Entre meus defeitos encontra-se o de ser curiosa.

E isso me leva muitas vezes a ver e ler o que não deveria.
Na minha concepção, vejo uma diferença entre,
ser curiosa e curiosidade.
A curiosidade é benefica,
e ser curiosa nem sempre é.

A curiosidade me levou a descobrir ,

muita coisa interessante.
Aprendi a ler bem cedo,
e sempre me deliciava com o que lia na revista Seleções.
Quanta saudade !!!

Mais tarde um pouco, 
ganhei o "Google" da época, que era a Enciclopédia Barsa.

Mas foi com a revista Seleções 
que minha curisiosidade foi aguçada.
Lembro-me das noites amendontradas que passei 
por causa do monstro do Loch Ness.
Lago Ness ( Escócia)

Segundo estudiosos ele foi visto pela primeira 
vez em 565 e a ultima aparição data de 2013.
Eu receava que no rio de minha cidade
poderia aparecer um.
Ainda não tinha naquela época noção de distância.
E o que é bem pior,
eu achava que nós vivíamos dentro da bola.
Foi assustador quando descobri que nosso lar 
era fora da bola.
Como a Lei da Gravidade esquentou meu cérebro na época.
Perguntas e mais perguntas eu fazia,
e queria saber tudo daquele moço bonito de cabelos brancos,
Sir Isaac Newton, físico britânico que viveu de 1642 a 1727.

E hoje encontramos estudiosos,
 trazendo a hipótese da Terra ser plana.
Sabemos que a Terra não é plana,  
desde Galileu, no começo do século XVII, 
e que os gregos já sabiam isso há mais de 2.000 anos.
Mesmo assim a curiosa aqui, 
fica lendo o que dizem os terraplanistas.
Na foto, Anderson Neves, 
um dos brasileiros que acredita que a Terra é plana.



Arrisco a dizer que a curiosidade e observação,
foram dois requisitos que motivaram e muito 
nossos ancestrais.

O relógio por exemplo.
Um curioso percebeu que sua sombra
a cada hora se apresentava em uma direção.
O que ele fez?
Com uma madeira enterrada no chão,
ficou observando, e curiosamente descobriu 
o movimento da sombra da madeira no chão.
Estavam definidas as horas do dia.


Na parte religiosa das civilizações de nossos ancestrais,
vamos encontrar também a curiosidade. 

Talvez pela limitação, 
pela pouca ou quase nenhuma visão
do que era o lugar onde viviam,
mas sentindo em seu âmago
que existia um Centro de TUDO.
Curiosidade sobre algo que era MAIOR, 
e que os tinha criado povoavam suas mentes.
Apegavam-se  ao que, 
de algum modo lhes davam a idéia de poder.
Eram os deuses.
Eles estavam negando DEUS?
Não.
Eles simplesmente
procuravam ao seu redor
algo que significasse grandiosidade
e se apegavam àquilo.

Vemos alguns  voltados  
para  o  mar,
outros para o Sol,
 
outros para os relâmpagos e trovões,
outros para animais que acreditavam representar a força,
outros para árvores,
que cresciam sempre voltadas para o alto. 

Eles viviam numa limitação do TODO
 e por isso se apegavam naquilo que achavam ser o TODO.

Infelizmente  vamos encontrar na História da Humanidade,
os egocêntricos, que puxaram para si o poder de TUDO.

 O poder de TUDO,
sendo atribuído o Universo, ao acaso,
 isso não se encontra na antiguidade.

Aos poucos, engatinhando, o homem vai crescendo
e novas grandes descobertas
vão se descortinando aos nossos olhos.

Exemplos:
 * Descobriu-se que a Terra  não  era  plana.

 *Nicolau Copérnico, cónego da Igreja Católica
 desenvolveu a teoria heliocêntrica do Sistema Solar.
Sua teoria do Heliocentrismo, nos mostrou o Sol
como o centro do Sistema Solar,
contrariando a então vigente teoria geocêntrica
que considerava a Terra como o centro.


Faz parte da personalidade do ser humano 
a curiosidade de buscar, descobrir.
Isso  é  sadio, é inerente ao cérebro humano. 
E DEUS dá ao homem a sapiência necessária
 para realizar suas buscas e descobertas. 


Mas querer descortinar 
como foi a origem de TUDO, 
isso o homem pode sentar e esperar sentado para não se cansar.
Pois apesar de termos sido criados
a imagem e semelhança de DEUS,
somos humanos.
E nossa condição humana é limitada.
Jamais poderemos atingir esse patamar DIVINO.
A criação de tudo e de todos,
a DEUS, somente a DEUS pertence.



Se alguma coisa não estivesse dando certo no Universo,
até seria compreensível
a preocupação do homem
em descobrir fontes para tentar arrumar
o que não estivesse certo.

Mas toda a criação é impecável.

TUDO que DEUS criou 
segue rigorosamente os padrões 
da perfeição, da harmonia, da beleza.


Nessa busca incessante  ao Segredo, 
o homem vai  criando  "teorias",
muitas delas até absurdas.



O que deveria importar ao homem, 
não é como tudo foi feito 
e sim para que tudo foi feito.



 O homem tem que  olhar para dentro de si mesmo,
e ver o milagre que ele é.



Aí depois disso, 
sentar e tentar começar a descobrir meios 
de desfazer tanta coisa errada 
que tem aqui no nosso Planeta.




... A Felicidade ...


                                                    
                                                         
                                         Desconheço autoria

Oi ...
Meu nome é Felicidade.
Faço parte da vida daqueles que tem amigos,
pois quem tem amigos é feliz.
Faço parte da vida daqueles que acreditam 
que ontem é passado,
amanhã é futuro,
e hoje é uma dádiva,
por isso é chamado de presente.
Faço parte da vida daqueles que amam,
pois amar é ser feliz.
Daqueles que acreditam na força do amor.
Que acreditam que para uma história bonita e verdadeira,
não há ponto final.

Sou casada, sabiam?
Meu marido é lindo.
Sou casada com o Tempo.
Ele é responsável pela resolução de todos os problemas.
Reconstrói corações, cura machucados,
e consegue vencer até a tristeza.

O Tempo e eu, tivemos 3 filhos.
A Sabedoria, a Amizade e o Amor.



A Amizade é uma menina linda, sincera, alegre.
Brilha como o Sol.
Uni as pessoas sem nunca feri-las,
e sim sempre consolando.


A Sabedoria é culta, íntegra.
É muito apegada ao pai.
A Sabedoria e o Tempo andam sempre juntos.


O Amor ...
Como me dá trabalho esse filho.

Ele é complexo, mas é lindo, muito lindo.
Muito teimoso também.
As vezes decide encantar apenas um coração.
Eu vivo dizendo a ele:
- Amor é para unir dois corações,
e não para se infiltrar em apenas um.

Quando ele começa a fazer estragos,
eu logo chamo o pai dele.
Aí o Tempo vai fechando as feridas que o Amor abriu.

Sei de uma coisa muito importante que me ensinaram.
Tudo no final da certo.
Se não deu, é porque não chegou ao final.
Por isso, acredite sempre na minha família.
Acredite no Tempo,
na Amizade, na Sabedoria,
e principalmente no Amor.
Aí com certeza um dia,
eu, a Felicidade,
baterei na sua porta.

Tenha tempo para os sonhos,
nunca deixe de sonhar.
Os sonhos, ajudados pelo Tempo,
conduzirão sua carruagem para as estrelas.



segunda-feira, 2 de março de 2020

... Texto de Antoine Saint Exupery ...



Texto de Antoine Saint Exupéry


“É loucura odiar todas as rosas,
porque uma te espetou.



Desistir de todos os teus sonhos,
 porque um deles não se realizou,


 perder a fé em todas as orações
porque em uma não foi atendida,


 desistir de todos os esforços
porque um deles fracassou.


É loucura condenar todas as amizades
 porque uma te traiu,

 descrer de todo amor
 porque um deles te foi infiel.



É loucura jogar fora todas as chances de ser feliz,
porque uma tentativa não deu certo.


Espero que na tua caminhada 
não cometas estas loucuras.
 Lembrando que sempre há uma outra chance,
uma outra amizade, um outro amor, uma nova força. 


     Para todo fim,
  um recomeço.
                                 





... Mensagem diaria ...

                                                                  

                                                                                                         Fernando Pessoa



Ah, não há saudades mais dolorosas 
do que as das coisas que nunca foram.