COMUNICADO IMPORTANTE


Informo que a Autora do Blog faleceu em 16 de Abril de 2023, e, por conta disso, este espaço não será mais atualizado, e também não haverá aprovação de novos comentários.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2021

...Fé ...o verdadeiro combustível da ciência ...11


Um pouco de ciência nos afasta de Deus.
       Muito, nos aproxima.                                    

                                                                               Louis Pasteur  


Allan Rex Sandage
*18 de junho de 1926, Iowa City, Iowa, 
 ➕13 de novembro de 2010, São Gabriel, Califórnia
EUA

Allan Rex Sandage foi um astrônomo estadunidense.
 Participou da 11ª Conferência de Solvay, em 1958.

A Conferência de Solvay reunia importantes físicos da história.


Sandage desde sua infância teve uma fascinação 
pelas estrelas e pelo funcionamento do mundo.  
Obteve seu Bacharelado em Física 
na Universidade de Illinois (EUA) em 1948, 
e fez seu doutorado em Física 
no Instituto de Tecnologia da Califórnia.
 Posteriormente fez o pós-doutorado 
na Universidade de Princeton.

Em 1952 começou a trabalhar 
com um grupo de pesquisadores 
dos Observatórios do Monte Palomar e do Monte Wilson,
 e como assistente do famoso Edwin Hubble. 
Hubble morreu um ano depois, 
deixando Sandage encarregado da tarefa 
de continuar a cartografia estelar da expansão do Universo. 

Em 1997 aposentou-se, porém continuou 
como Astrônomo Emérito 
do Grupo de Pesquisa dos Observatórios
 (em Pasadena, Califórnia)
 pertencente à Instituição Carnegie de Washington.

A continuidade dada por Sandage 
à disciplina de observação cosmológica 
que Hubble havia iniciado lançou a base 
para responder as perguntas fundamentais da Cosmologia.
Idade, tamanho, forma e, talvez, destino do Universo. 
Para isso, era necessário achar o verdadeiro valor 
da constante de Hubble, Ho 
(ou seja, a velocidade da expansão do Universo) 
e o parâmetro de desaceleração 
(ou seja, como decresce essa velocidade). 
Em 1929 o valor que Hubble obteve para Ho era 
500 km/seg/Mpc,
 porém com novas técnicas usadas entre 1960 e 1970, 
Sandage e G. Tammann (suíço) 
reduziram este valor para 50.
 Isto trouxe a idade do Universo para cerca de 20 bilhões de anos. 
A constante de Hubble se baseia em dois valores: 
a) o deslocamento para o vermelho da luz das galáxias, 
o que é relativamente fácil de determinar, 
e b) a distância até essas galáxias, o que é muito mais difícil. 
Tem havido muitas controvérsias acerca desses valores, 
porém os últimos dados são mais consistentes 
com o valor de Ho determinado por Sandage.
Além de trabalhar com a constante de Hubble, 
Sandage também investigou 
as pulsações das estrelas variáveis,
 a evolução estelar, 
a primeira identificação óptica dos quasares 
e a classificação, formação e evolução de galáxias.

Quasares
Os quasares são os núcleos de galáxias 
em processo de enfraquecimento ou de expansão 
que se encontram em grandes distâncias, bilhões de anos luz.
Os quasares são os objetos mais brilhantes do Universo conhecido.

 
Sandage escreveu mais de 400 artigos e cinco livros. 
Foi premiado com as mais altas honrarias pela Inglaterra, 
Estados Unidos e Suécia (esta última equivalente ao prêmio Nobel).

Sandage ressaltava que a ciência pode tratar somente 
de uma área limitada dos problemas. 
A astronomia não pode nos dizer o porquê, 
nem indicar-nos o propósito. 
A ciência não pode nos dar base 
para compreendermos a existência, o propósito, 
o valor moral, e o livre arbítrio. 
A ciência não tem significado em si mesma,
 porém a religião é plena de significado.

Por volta dos seus cinqüenta anos, 
Sandage veio a compreender que deve haver algum princípio organizador e de ordenação, que chamou de DEUS. 
O mundo era demasiado mágico para ser um acidente. 
As “conexões delicadas” necessitavam de um programa de ação. 
A astronomia mostrava evidências de planejamento, 
e mesmo a vida podia ser melhor explicada como milagre 
do que como casualidade. 
A “tremenda complexidade do equilíbrio químico do corpo humano” tinha que ser um milagre, 
não poderia ser causada pela “progressiva seleção do mais apto”. Temos que “inclinar-nos ante o mistério da existência”.
Entretanto, o fato da existência de planejamento 
levou Sandage ao “Deus dos filósofos 
e não ao DEUS das Escrituras”. 
Reconheceu que identificar a força organizadora 
como o DEUS da Bíblia requeria um salto de fé. 
Não bastava somente o caminho da razão. 
Apenas um ato de vontade lhe poderia trazer paz, 
e finalmente decidiu dar o salto de fé.
 “Finalmente decidi usar minha vontade para crer”, disse Sandage.
 “As respostas às perguntas da vida requerem um ato da vontade 
e este ato da vontade não encontra lugar no método científico. 
No cristianismo nós cremos antes de ter todas as evidências, 
e então esperamos o que acontece.
 A fé precede a compreensão; 
e temos que crer para poder entender. 
Esta trajetória religiosa, às vezes, 
é um salto demasiado grande para alguns homens de ciência.”
A conversão completa de Sandage foi no ano de 1980 
e deu-se com a ajuda do testemunho de cristãos dedicados 
que ele admirava por outras razões. 
Uniu-se a uma comunidade de fé, 
e passou a pertencer aos “Fundamentalistas Evangélicos.”
Sandage afirmou: 
"o evento da criação está fora do campo da ciência 
e somente pode ser entendido através do sobrenatural." 
A expansão do Universo é uma predição científica 
que aponta para o evento da criação. 
As flutuações quânticas como fontes de criação 
são uma especulação vazia. 
A física não provê nenhum modo 
de predizer este evento sobrenatural.
” Ele considerava que a ciência e a religião 
devem relacionar-se mutuamente com seriedade, 
porém devem fixar claramente seus limites. 
A ciência responde o que, quando e como, 
e a religião responde por quê.
Sandage se considerava um homem religioso. 
Suas vigílias à noite no telescópio eram-lhe inspiradoras. 
Contudo, a ciência encerrava muitos mistérios para ele: 
por que a matemática explica tão bem o mundo; 
o porquê da ação à distância da gravidade de Newton; 
o eletromagnetismo de Maxwell e como funciona; 
e a mecânica quântica.
Em seu escritório tinha um frasco que ele chamava de 
“Vitaminas Bíblicas Superpotentes”, 
contendo 365 cápsulas plásticas com versos da Bíblia. 


segunda-feira, 11 de janeiro de 2021

... Mensagem diaria ...



                                                                  Fernando Pessoa 


Tenho pensamentos que, 

se pudesse revelá-los e fazê-los viver, 

acrescentariam nova luminosidade às estrelas, 

nova beleza ao mundo 

e maior amor ao coração dos homens.






sábado, 9 de janeiro de 2021

... Vida Real ...


Relato extraído na íntegra da BBC NEWS.
O 'navio dos milagres' que resgatou 14 mil refugiados norte-coreanos no Natal.


Lee Gyong-pil, que recebeu o nome de Kimchi 5, nasceu no navio cargueiro.

Uma História Comovente

Há quase 70 anos, um navio da marinha mercante americana resgatou mais de 14 mil refugiados de um porto na Coreia do Norte.
Era dia de Natal, e uma mulher estava prestes a dar à luz.
Ela estava amontoada no navio cargueiro 
junto com os demais refugiados que tentavam escapar 
do avanço do Exército chinês.
Quase não havia espaço a bordo, tampouco equipamentos médicos.
"A parteira teve que usar os dentes 
para cortar meu cordão umbilical", 
conta Lee Gyong-pil, cerca de 69 anos depois.
"As pessoas disseram que o fato de eu não ter morrido 
e ter nascido foi um milagre de Natal."
Lee foi o quinto bebê a nascer a bordo do SS Meredith Victory 
no inverno de 1950, um dos períodos mais sombrios 
da Guerra da Coréia (1950 -1953).
A viagem de três dias salvou milhares de vidas,
 incluindo a dos pais do atual presidente da Coréia do Sul,
 Moon Jae-in.
Não foi à toa que o Meredith Victory ganhou o apelido 
de "Navio dos Milagres". 



A família de Kimchi 5


Em dezembro de 1950, cerca de 100 mil soldados 
da Organização das Nações Unidas (ONU) 
foram cercados pelas tropas chinesas no porto norte-coreano 
de Hungnam. 
Eles foram derrotados pelas tropas chinesas
 no que ficou conhecido como a Batalha de Chosin 
e tiveram sorte de sair vivos das montanhas.
Eles enfrentaram um Exército 
quase quatro vezes maior do que o deles. 
E havia apenas uma maneira de escapar: pelo mar. 
Mas tinham muito pouco tempo para isso, 
uma vez que os chineses estavam se aproximando.
Além disso, as tropas não estavam sozinhas. 
Milhares de refugiados norte-coreanos 
também haviam fugido para a praia.
 Muitos haviam percorrido quilômetros na neve
 com crianças pequenas na esperança de serem salvos.
Eles estavam com frio, exaustos e desesperados.
Cerca de 100 navios americanos, 
incluindo o SS Meredith Victory, 
haviam se deslocado para Hungnam 
no intuito de buscar os soldados, suprimentos e munições 
e levá-los até os portos sul-coreanos de Busan e da Ilha Geoje.
O resgate de refugiados não estava nos planos.


Os refugiados se juntaram no porto de Hungnam em dezembro de 1950


O coronel Edward Forney, 
do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA, 
trabalhou com outras pessoas para incluir os refugiados na missão.
"Se você quer vencer uma guerra — seu trabalho não é resgatar civis", diz Ned, veterano da Marinha e neto de Forney.
"É uma coisa bacana de se fazer. 
Mas os militares vêm em primeiro lugar."
"De alguma forma, isso aconteceu", conta. 
"Esses caras de Hungnam fizeram o que eu diria que era a coisa certa, pelas razões certas, em uma situação muito difícil."
Foram vários dias até embarcar todo mundo. 
Os refugiados se amontoaram no porto, esperando sua vez.
Entre eles, estava Han Bo-bae, de 17 anos, com a mãe.
"Era uma situação de vida ou morte", diz ela. 
"Não pensamos em outra coisa a não ser 
que precisávamos entrar no navio ou morreríamos."
Mas deixar sua cidade natal foi difícil. 
"Ao ver a praia se afastando de mim, 
meu coração ficou apertado. Estou partindo, pensei."
As condições a bordo de cada um dos navios eram bastante difíceis, com refugiados amontoados entre veículos, 
caixas de munição e suprimentos.
Não havia comida, tampouco água. 
O maior deles, o SS Meredith Victory, 
foi projetado para transportar no máximo 60 tripulantes. 
E, naquela ocasião, havia 14 mil refugiados a bordo,
além da carga.


O navio, destinado a transportar cargas, estava amontoado de pessoas


Han Bo-bae estava ao relento, no convés de um pequeno navio. 
Sua mãe conseguiu um cobertor para elas, 
mas nada muito além disso.
"As ondas caíam sobre mim, 
e minha mãe estava preocupada com a possibilidade 
de nos afogarmos e virarmos espíritos do mar", acrescentou.
Ninguém morreu a bordo dos navios.
 Todas as 200 mil pessoas que embarcaram 
na arriscada viagem à Coreia do Sul, 
metade refugiados, metade soldados,
chegaram em terra firme com vida.
Foi a maior evacuação militar marítima de civis 
em condições de combate da história americana.
E, quando o SS Meredith Victory aportou na Ilha Geoje, 
havia cinco novas vidas a bordo.


Milhares de civis fazem fila no porto de Hungnam 
na esperança de embarcar nos navios



Como os tripulantes americanos não conheciam nomes coreanos, decidiram chamar cada um dos bebês 
de Kimchi (prato típico coreano). 
Lee era o Kimchi número 5.
"No começo, eu não gostei. Por que Kimchi 5? 
Eu tenho nome próprio. 
Mas quando pensei melhor, passei a não me importar 
e agora agradeço à pessoa que me deu um nome."
Lee ainda vive na ilha Geoje, 
onde o navio Meredith Victory atracou há quase 70 anos. 
Virou veterinário e tem um cartão de visita 
com o nome Kimchi 5.
Ele ajuda a manter viva 
a história do resgate de Hungnam 
e conheceu alguns dos ex-membros da tripulação 
do Meredith Victory, 
incluindo a pessoa que ajudou sua mãe a dar à luz.
Lee espera um dia criar um memorial para os navios 
no porto de Geoje.

Lee Gyong-pil, também conhecido como Kimchi 5, 
quer criar um memorial para os navios


Ninguém sabe o que aconteceu com os Kimchi número 2, 3 e 4.
Mas os pais do primeiro bebê nascido a bordo, o Kimchi 1, 
mais conhecido como Sohn Yang-young, 
tomaram uma decisão difícil em Hungnam, 
que os assombraria para o resto da vida.
A maioria dos refugiados pensou que eles ficariam fora 
apenas por alguns dias, talvez algumas semanas, no máximo. 
O plano sempre foi voltar. Mas nenhum deles voltou.
Os pais de Sohn Yang-young tinham dois outros filhos. 
 Taeyoung, de 9 anos, e Youngok, de 5 anos. 
Fazia muito frio. O porto estava um caos.
Ele olhou para a esposa grávida 
e sabia que ela precisava embarcar. 
Decidiu então deixar os outros dois filhos com o tio 
e garantiu que voltaria para a Coreia do Norte em breve.
Eles nunca mais se veriam. 
Mesmo quando um cessar-fogo foi assinado 
e o conflito foi interrompido, a península estava dividida. 
E as duas Coreias ainda estão oficialmente em guerra.
Por anos, a mãe de Sohn implorou ao marido 
que voltasse para encontrar os filhos, 
mas sabia que estava pedindo o impossível.
Todas as manhãs, ela pegava uma tigela de arroz e água benta 
e orava diante dela, como uma oferenda para os filhos perdidos.
"Sou a prova viva da tristeza e da dor 
que uma família dividida carrega", diz Sohn.
"Minha família foi dilacerada. 
Hoje tenho meus próprios filhos e netos 
e checo todos os dias, quando volto para casa do trabalho, 
se eles estão bem."
"Ainda não consigo entender como um bebê 
teve a sorte de ficar com os pais, 
enquanto os outros que saíram exatamente do mesmo útero 
foram separados deles e passaram por tantas coisas."
"Eles devem ter esperado 
na esperança de que a mãe e o pai voltariam."
Sohn fez uma solicitação 
por meio da Cruz Vermelha Internacional 
para ver o irmão e irmã como parte 
dos raros encontros de famílias separadas 
autorizados pela Coreia do Norte.
Ele diz esperar que a península seja unificada 
na esperança de poder vê-los novamente.
"Desde que ainda estejam vivos, eu vou encontrá-los", 
afirma, sem conseguir segurar as lágrimas.
Ele nos mostra uma foto de quando era bebê 
com um bilhete escrito à mão pelo pai.
"Cuide bem dessa foto 
até conhecer seu irmão mais velho, Taeyoung", diz o texto.

Foto de Sohn Yang-young, o Kimchi 1, quando era bebê, 
ao lado de bilhete escrito pelo pai dele


Estima-se que haja 
cerca de 1 milhão de descendentes da evacuação de Hungnam vivendo na Coreia do Sul e em outras partes do mundo. 
É uma história de sobrevivência. 
Mas de profunda tristeza para aqueles que foram deixados para trás.
Enquanto os navios americanos se afastavam do porto de Hungnam na véspera de Natal, o contra-almirante James Doyle 
olhava pelo binóculo.
"Ele avistou tantos refugiados em terra, 
quanto os que EUA haviam resgatado", diz Ned Forney, 
que está escrevendo um livro para documentar o resgate.
Mas os EUA afirmaram que não tinham escolha. 
Tiveram que explodir o porto para garantir que o exército chinês 
não pegasse os suprimentos deixados para trás.
Han Bo-bae, que observava a cena do convés do navio, 
disse que o porto era como um "mar de fogo". 
Pouco depois das explosões, 
o Exército chinês entrou na cidade.
"Muitos ainda estavam esperando no porto. 
Muitos não conseguiram embarcar nos navios", lembra.
"Ainda havia muita gente esperando, eles devem ter morrido. 
Dói no meu coração, as artilharias, as bombas. 
A guerra não deveria acontecer. Não deveria acontecer".


EUA explodiram o porto de Hungnam após a partida dos navios



Sohn ainda tem esperança de que sua família esteja viva. 
Afinal, ele próprio nasceu no "Navio dos Milagres". 
E agora ele espera por mais um.
E escreveu esta mensagem para seu irmão e irmã:
"Nossos pais sentiram a falta de vocês todos os dias da vida deles. Mesmo estando no céu agora, acredito que eles ainda estão procurando por vocês."
"Espero que nosso sonho se torne realidade 
em um futuro muito próximo. 
Espero mesmo."


... O Cavalo e a Borboleta ...




O Cavalo e a Borboleta

Conta-se que um cavalo e uma borboleta se conheceram.
A borboleta era livre, 
voava por todos os cantos da floresta enfeitando a paisagem. 
Já o cavalo, tinha suas limitações, apesar de bonito e orgulhoso,
 não era um animal solto que pudesse viver entregue à natureza. 
Vivia numa Fazenda e ficava preso por uma cerca.
A borboleta, no entanto, 
embora tivesse a amizade de muitos outros animais 
e a liberdade de voar por toda a floresta,
 gostou muito do cavalo, agradava-lhe ficar ao seu lado 
e não era por pena por ele estar sempre solitário, 
era por amor, afeição, dedicação e carinho.
Assim, todos os dias, ela ia visitá-lo 
e lá chegando levava sempre um coice, depois então um sorriso.

 Entre um e outro ela optava por esquecer o coice 
e guardar dentro do seu coração o sorriso.
Sempre o cavalo insistia com a borboleta 
que lhe ajudasse a abrir o portão para que ele pudesse sair. 
Ela, muito carinhosamente, tentava de todas as formas ajudá-lo, 
mas isso nem sempre era possível 
por ser ela uma criaturinha tão frágil.
O tempo  passou e numa manhã a borboleta não apareceu 
para visitar "o meu cavalo" como ela dizia. 
Ele nem percebeu, preocupado apenas em satisafazer seu ego.
E vieram outras manhãs e mais outras 
e o cavalo sentiu-se só e finalmente percebeu 
a falta que lhe fazia a borboleta. 
Resolveu então dar um jeito e sair a procura da borboleta. 
Usando toda sua força conseguiu abrir caminho pela cerca.

Caminhou por toda a floresta a observar cada cantinho onde ela poderia ter se escondido e não a encontrou.
Já cansado de tanto andar, 
eis que surgiu um filhote de elefante  e lhe perguntou quem era ele 
e o que fazia por ali.

- Eu sou o cavalo de uma fazenda que vivia preso 
e estou a procura de uma borboleta que sumiu.
- Ah, é você então o famoso cavalo da fazenda?
- Famoso, eu?
- Sim, eu tive uma grande amiga borboleta 
que me disse que também era amiga de um cavalo 
que vivia preso numa fazenda, e falava muito bem de você. 
Mas afinal, qual borboleta que você está procurando?
- É uma borboleta azul, alegre, que sobrevoa a floresta todos os dias visitando todos os animais amigos.
- Nossa, mas era justamente dela que eu estava falando. 
Não ficou sabendo? Ela morreu.
- Morreu? Como foi isso?
- Dizem que ela conhecia, aqui na floresta, um cavalo, 
assim como você e todos os dias quando ela ia visitá-lo,
 ele dava-lhe um coice.
Ela sempre voltava com marcas horríveis 
e todos perguntavam a ela quem havia feito aquilo, 
mas ela jamais contou a alguém. 
Insistíamos muito para saber quem era o autor daquela malvadeza 
e ela respondia que só ia falar das visitas boas 
que tinha feito naquela manhã 
e era aí que ela falava com a maior alegria de você.
Nesse momento o cavalo 
já estava derramando lágrimas de tristeza e de arrependimento.
- Não chore meu amigo, sei o quanto você deve estar sofrendo.
Ela sempre me disse que você era um grande amigo, 
mas entenda, foram tantos os coices 
que ela recebeu desse outro cavalo, 
que ela acabou perdendo as asinhas, 
depois ficou muito doente, triste e morreu.
- Todos os animais da floresta quiseram lhe avisar, 
mas ela disse o seguinte: 
"Não perturbem meu amigo com coisas pequenas, 
ele tem um grande problema 
que eu nunca pude ajudá-lo a resolver. 
Ele vive preso e eu não consegui ajudá-lo a se libertar".


♥ ♥ ♥


Podemos até aceitar os coices que nos derem 
acompanhados de sorrisos.
Mas em algum momento, as feridas serão tantas,
que não poderemos mais aguentar.
Pensemos nisso e aprendamos a lição.
Não nos deixemos machucar.


quinta-feira, 7 de janeiro de 2021

... Verão ... Inverno ...


Verão
Ainda podemos ver um colorido da primavera.
Mas o Sol vem com toda sua magnitude.
Nos soltamos como um pássaro livre voando
  quando o Sol se levanta.
Não precisamos correr para chegar a casa,
os dias são maiores.
A água começa a reinar como nunca,
 no mar, nas piscinas, nos rios e cachoeiras.
Com o corpo semi vestido,
vamos de encontro a água,
 para senti-la tocando nosso corpo quente pelo Sol 
com uma magia, indescritível.
Nosso relógio biológico acusa o despertar.
Um despertar que se faz necessário
em nosso Campo Vibracional.

♥ ♥ ♥


Inverno
Uma brisa leve e suave é sentida
 e aos poucos vemos que ela é mais intensa.
O céu fica escuro mais cedo.
E aquela brisa leve,
 dá lugar a ventos fortes
 que chegam a balançar as vegetações.
Nos recolhemos, nos cobrimos.
Tudo muito natural.
As casas fechadas,
 mostram pelas janelas uma luminosidade maior,
 de muitas, até o clarão de lareiras.
E assim acontece conosco.
Nos fechamos,
 porém dentro de nós fica um calor imenso
 que talvez nem tenhamos consciência.
E esse calor, um dia vai raiar,
 assim como o Verão faz acontecer na natureza.


quarta-feira, 6 de janeiro de 2021

... Uma prece ...


Meu saudoso pai dizia 
que o ano só começa depois de 06 de janeiro.
Por isso faço hoje minha prece.

SENHOR, dono do tempo,
diante de TI coloco esse novo calendário
 mostrando estes dias,
que somente o SENHOR sabe se chegarei a vivê-los.


Agradeço por tudo que o SENHOR me dá.
 Pela vida,  pelo amor,
pelas flores, pelo ar, pelo sol,
pela alegria,  pela dor,
pelo que é possível e pelo o que também não é.


Quero colocar também diante do SENHOR,
meu filho, meus parentes,
amigos reais e virtuais,
os visitantes do meu Bloguinho,
aqueles que me dão a mão para ajudar,
e principalmente aqueles que estendem a mão,
mas só para me empurrar,
quem eu trago no pensamento,
 os governantes dos países de nosso nosso Planeta,
todos aqueles que se acham na desesperança, 
e pedir que a cada amanhecer
todos recebam uma chuva de bençãos com muita luz.

                                Ámém !!!
                                                   
                                        

terça-feira, 5 de janeiro de 2021

... 06 de janeiro ...



Que a Luz da estrela que guiou os Magos até JESUS, 
seja também o farol de nossa vida.