Em 1344, o rei D. Afonso IV, pai de D. Pedro,
envia a bela Inês para a cidade de Albuquerque
na fronteira espanhola, ficando sob a proteção
de D. Teresa de Albuquerque, viúva de seu meio irmão.
Mas a distância não separou os dois apaixonados,
que continuaram a se comunicar por cartas
levadas e trazidas secretamente.
Foi assim que o amor dos dois se tornou mais sólido.
D. Constança, ciente de tudo vivia a lamentar a triste sorte.
Teve seu segundo filho, Fernando, em 1345.
Em 1349, logo depois de dar a luz a sua filha Maria,
a rainha morre.
Depois da morte de D. Constança,
D. Pedro manda buscar Inês, contrariando as ordens do pai.
Instalados em Coimbra finalmente estavam juntos.
No Mosteiro de Santa Clara foi viver o feliz casal
e é ali que nascem os seus filhos,
Afonso, João, Dinis e Beatriz.
Em 1351, D. Pedro solicitou ao papa
que lhe concedesse dispensa para poder casar com Inês,
já que eram primos,
grau de parentesco que impedia o casamento,
segundo o Direito Canônico da época.
O pedido foi negado.
O rei D. Afonso IV receoso da interferência da família Castro
na Política portuguesa ouvia de seus conselheiros
que havia um grande perigo para a Coroa
e para o futuro próximo do país
se D. Inês de Castro viesse a ser rainha.
No dia 7 de janeiro de 1355,
D. Afonso cede às pressões de seus conselheiros
e seguem para o Mosteiro de Santa Clara,
aproveitando a ausência de Pedro que estava em uma caçada.
Os conselheiros executaram Inês
quando esta se encontrava junto a uma fonte.
A lenda nos diz que foram as lágrimas derramadas por Inês
durante a sua morte que deram origem à Fonte dos Amores,
localizada nos fundos da Quinta das Lágrimas.
Outras passagens que envolvem essa história,
são narradas também como lendas.
Os fungos vermelhos no fundo da fonte,
dizem ser o sangue de Inês,
que ali permanece durante todos estes séculos.
Estes fungos já foram estudados por cientistas
de diferentes universidades e, até onde se sabe,
eles existem apenas ali.
Mais tarde, a fonte foi denominada pelo poeta Camões,
como “Fonte das Lágrimas”.
Com a morte de Inês, achavam que a história do casal teria fim,
mas na realidade, ela só estava começando.
A morte de Inês provocou revolta de D. Pedro contra seu pai.
Com a morte de D. Afonso,
Pedro foi aclamado rei em 1357, como D. Pedro I.
Aclamado rei, Pedro I começou a perseguição
aos assassinos de sua amada Inês.
Dos tres algozes, ele só conseguiu pegar dois.
A vingança foi executada nos Paços de Santarém.
Mandou amarrar as vítimas em postes
e ordena ao carrasco que tire de um o coração pelas costas
e do outro pelo peito.
Como se ainda não bastasse, teve coragem de partir os corações, terminando sua sede de vingança.
Não satisfeito, Pedro I, em uma última homenagem