COMUNICADO IMPORTANTE


Informo que a Autora do Blog faleceu em 16 de Abril de 2023, e, por conta disso, este espaço não será mais atualizado, e também não haverá aprovação de novos comentários.

terça-feira, 20 de dezembro de 2022

... Apenas um comentário ...


Há algum tempo atrás, 
li uma mensagem do Padre Fabio de Melo, 
com o título Inutilidade.
E até a postei aqui com o título Inutilidade e o Amor.

Quando li a mensagem, naquele momento, 
pensei somente nas pessoas que como eu, são idosas.

Mas hoje, poderia dizer até com tristeza,
que a inutilidade pode ser aplicada amplamente.

Padre Fabio escreveu assim:
"Quer saber se o outro te ama de verdade?
É só identificar se ele seria capaz de tolerar a tua inutilidade.
Ter que ser útil pra alguém é uma coisa muito cansativa. 
É interessante você saber fazer as coisas,
 mas acredito que a utilidade 
é um território muito perigoso porque, 
muitas vezes, nós achamos que o outro gosta de nós, 
mas não. 
Ele está interessado naquilo que podemos fazer por ele."
E ele continua, falando da inutilidade na velhice.

Porém depois de refletir muito 
sobre a participação do Brasil na Copa do Mundo,
vi claramente que a Inutilidade não é um só para idosos.

Os jogadores da Seleção Brasileira, 
quando não eram mais úteis para conseguir o título, 
foram simplesmente esquecidos.
A começar pelo treinador da seleção,
 que simplesmente deu as costas para o gramado 
e se recolheu na hora que os jogadores 
mais precisavam de um ombro amigo.

E se formos começar a pensar em fatos da vida real,
vamos percebendo a inutilidade 
aparecendo cada vez mais na vida dos humanos.
É triste sim, mas é a realidade.

 

terça-feira, 6 de dezembro de 2022

... Poinsétia ...


A Poinsétia é considerada a Flor do Natal
 por lembrar em seu formato a Estrela de Belém. 


O seu nome científico é Euphorbia Pulcherrima,
 e uma das flores mais lembradas no Natal por todo o mundo.
Vinda da América Central, 
mais especificamente da região de Taxco del Alarcon (México),
 a planta era denominada pelos astecas de “cuetlaxochitl”. 
Ela era utilizada por este povo para a produção de tintas 
usadas na cosmética e tingimento de tecidos, 
além de usarem a sua seiva 
na produção de medicamentos contra a febre. 
Ainda hoje se utilizam 
 as poinsétias de brácteas esbranquiçadas 
para a produção de cremes depilatórios,
 além do seu cultivo para a formação de cerca viva.

Apesar da sua beleza e conotação natalícia, 
a flor é uma planta tóxica para os seres humanos.
A seiva leitosa da planta, 
constituída por um tipo de látex irritante, 
em contacto com a pele e mucosas provoca inflamações, 
dor e comichão, podendo causar também irritação nos olhos, lacrimejamento, inchaço das pálpebras e dificuldades na visão. 
A sua ingestão pode causar náuseas, vomitos e diarreia. 
É falso, no entanto, que possa provocar a morte.

Foi partir do século XVII,
 que a planta começa a ter um significado natalício, 
quando frades franciscanos começam a utilizá-la numa procissão,
por ocasião do Natal,
designada por “Festa de Santa Pesebre”.
 
As brácteas vermelhas começaram a ser associadas 
simbolicamente pela sua forma, à estrela de Belém.
  
・:,。☆゚・:,。

Uma lenda mexicana conta a associação feita 
entre esta planta e o Natal. 
Uma menina, de nome Pepita, 
não sabia o que oferecer ao Menino JESUS,
 por ocasião da missa de Natal. 
Não podendo adquirir uma oferta digna da sua vontade, 
expõe o seu problema ao seu primo, Pedro, 
que a acompanhava a caminho da Igreja. 
Este consola-a e diz-lhe que é o amor com que se dá uma oferta 
que valoriza a mesma, especialmente aos olhos de DEUS. 
Pepita deixa-se convencer e vai recolhendo galhos de plantas 
 das margens do caminho por onde passavam. 
Quando chegaram à Igreja, 
dá-se conta da pobreza da sua oferta e chora de tristeza. 
Tenta, no entanto, oferecer os pálidos ramos 
com todo o amor da sua alma. 
Então, frente a todos reunidos na Igreja, 
as folhas dos ramos ficam tingidas de uma cor brilhante e vermelha. 
O povo na Igreja reunido para a Eucaristia,
fica espantado e declara o acontecimento como um milagre.
Segundo uma outra versão desta lenda, 
as flores-do-natal surgiram 
pelas lágrimas da menina, caídas sobre as folhagens. 

quarta-feira, 30 de novembro de 2022

... Vista Cansada ...

  


 
 

 
 Hemingway, escritor norte-americano,
trabalhou como correspondente de guerra
em Madrid durante a Guerra Civil Espanhola
(1936-1939).
Esta experiência inspirou uma de suas maiores obras,
Por Quem os Sinos Dobram.
Ao fim da
Segunda Guerra Mundial (1939-1945),  instalou-se em Cuba.
Em 1953, ganhou o prêmio Pulitzer,
e, em 1954, ganhou o prêmio Nobel de Literatura.
 
Ao longo de sua vida, 
o tema suicídio aparece em  seus escritos,
cartas e conversas com muita frequência.
Seu pai suicidou-se em 1929
 por problemas de saúde e financeiros.
Sua mãe, Grace, dona de casa e professora de canto e ópera,
 o atormentava com a sua personalidade dominadora.
Ela mandou para ele, pelo correio,
a pistola com a qual o seu pai havia se matado.
Hemingway ao receber a encomenda da mãe, 
ficou desconcertado. 
 Não sabia se ela queria que ele repetisse o ato do pai
ou que guardasse a arma como lembrança.
 Aos 61 anos,
 enfrentando problemas de hipertensão, diabetes,
depressão e perda de memória,
 Hemingway decidiu-se pela primeira alternativa.
Todos personagens deste escritor
se defrontaram com o problema
da "evidência trágica" do fim.
Hemingway não pôde aceitá-la.
 Até que, na manhã de 2 de julho de 1961,
em Ketchum, em Idaho, tomou um fuzil de caça
e disparou contra si mesmo.
Encontra-se sepultado
no Cemitério de Ketchum, no Condado de Blaine,
em Idaho, nos Estados Unidos.
 
 
・:,。☆゚・:,。
 
Vista Cansada
                                                    Otto Lara Resende
 
Acho que foi o Hemingway quem disse
que olhava cada coisa à sua volta
como se a visse pela última vez.
Pela última ou pela primeira vez?
 Pela primeira vez foi outro escritor quem disse.
Essa ideia de olhar pela última vez
tem algo de deprimente.
Olhar de despedida,
de quem não crê que a vida continua,
não admira que o Hemingway tenha acabado como acabou.
Se eu morrer,
morre comigo um certo modo de ver,
disse o poeta.
Um poeta é só isto: um certo modo de ver.
 
O diabo é que, de tanto ver, a gente banaliza o olhar.
Vê não-vendo.
Experimente ver pela primeira vez
 o que você vê todo dia, sem ver.
 
Parece fácil, mas não é.
O que nos cerca, o que nos é familiar,
já não desperta curiosidade.
O campo visual da nossa rotina é como um vazio.
 Você sai todo dia, por exemplo, pela mesma porta.
Se alguém lhe perguntar
o que é que você vê no seu caminho,
você não sabe.
De tanto ver, você não vê.
Sei de um profissional
que passou 32 anos a fio
pelo mesmo hall do prédio do seu escritório.
Lá estava sempre, pontualíssimo, o mesmo porteiro.
Dava-lhe bom-dia e às vezes lhe passava um recado
 ou uma correspondência.
Um dia o porteiro cometeu a descortesia de falecer.
 Como era ele? Sua cara? Sua voz? Como se vestia?
Não fazia a mínima ideia.
Em 32 anos, nunca o viu.
Para ser notado, o porteiro teve que morrer.
Se um dia no seu lugar estivesse uma girafa,
cumprindo o rito,
pode ser também que ninguém desse por sua ausência.
O hábito suja os olhos
e lhes baixa a voltagem.
 Mas há sempre o que ver.
Gente, coisas, bichos.
 E vemos?
 Não, não vemos.
 Uma criança vê o que o adulto não vê.
 
Tem olhos atentos e limpos para o espetáculo do mundo.
 
O poeta é capaz de ver pela primeira vez o que,
 
de fato, ninguém vê.
 
Há pai que nunca viu o próprio filho.
Marido que nunca viu a própria mulher,
isso existe às pampas.
 
Nossos olhos se gastam no dia-a-dia, opacos.
 É por aí que se instala no coração,
 o monstro da indiferença.
 
 
 

terça-feira, 29 de novembro de 2022

... Dezembro ...





Antes de falar ... Escute
Antes de escrever ... Pense
Antes de gastar ... Ganhe
Antes de julgar ... Espere
Antes de orar ... Peça perdão e tente perdoar
Antes de desistir ... Tente mais uma vez


Novembro quase acabando e dezembro chegando.


Dezembro ...

 O mês das luzes ...


O mês das Árvores de Natal ...


O mês dos presépios ...



 Dezembro, assim como todos os meses do ano,
tempo de nos lembrarmos de nosso próximo.





... Mensagem diaria ...



Quando amamos de verdade não nos sentimos presos,
e nem obrigação de estar com o outro.
E sim um desejo intenso 
de estar sempre ao lado da pessoa amada.

 

segunda-feira, 28 de novembro de 2022

... Dezembro está chegando ...



           Ainda que se percam algumas coisas ao longo dos anos,
                   mantenhamos o Natal como algo brilhante.
                           Regressemos a nossa fé infantil.

                                                                Grace Noll Crowell


quinta-feira, 17 de novembro de 2022

... Mensagem diaria ...


Minha dor escondo sempre atrás de um sorriso.
Preocupo-me sempre com tudo e com todos.
Estou sempre pronta a escutar,
aquele que precisa de um ombro amigo.
Sou forte, 
embora eu mesma não saiba de onde vem minha força.
E o que preciso, é tão pouco.
Queria apenas um abraço, e alguém para me dizer:
Estou aqui com você.