COMUNICADO IMPORTANTE


Informo que a Autora do Blog faleceu em 16 de Abril de 2023, e, por conta disso, este espaço não será mais atualizado, e também não haverá aprovação de novos comentários.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Cantinho dos Amigos ...(vídeo-Lilinho)...





Emocionei-me com esse vídeo, 
lembrando da minha infância e da infância de meu filho.
Vale a pena ver.
Só clicar no link abaixo.


                                                     http://youtu.be/Bhoif3IcRuo



sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Cantinho de Fé ...(São Tomé)...

 



Menagem extraída na íntegra do Blog

 

São Tomé na Índia


Após a morte de Jesus, os apóstolos se dividiram e cada um foi para um canto pregar o evangelho. De todos, o que teve o destino menos convencional foi Judas Tomé, aquele que duvidou da ressurreição de Jesus e exigiu tocar em Suas chagas para acreditar no milagre.

Enquanto os demais apóstolos pregaram dentro do Império Romano e em áreas fronteiriças, Tomé teve a difícil tarefa de levar o Cristianismo à Índia. Segundo o livro apócrifo Atos de Tomé, este foi para o oriente contratado como mestre de obras pelo Rei Gundaphorus, que dominava o sudoeste Indiano. Gundaphorus solicitou a Tomé que construísse um palácio para ele, entregando altas quantias na mão do apóstolo, que ao invés de usá-lo na obra, doava o dinheiro aos pobres.

Quando Gundaphorus descobriu o desvio, prendeu Tomé, ao que este disse ao Rei que o seu palácio estaria construído no Reino dos Céus. Ele prendeu o apóstolo em função da afronta e poucos dias depois um irmão do Rei morreu, voltando em espírito para avisar a Gundaphorus que no outro mundo o palácio estava erguido e que em breve ele poderia usufruir de suas instalações. Gundaphorus acabou falecendo semanas depois, talvez sem entender a lição que Tomé tentou te ensinar.

Liberto em seguida, o apóstolo percorreu o sul da Índia pregando e convertendo durante muitos anos. Acabou sendo morto na cidade de Mylapore (que hoje é um subúrbio de Madras) por golpes de lança dos soldados do Rei Misdeus, enfurecido pelo apóstolo ter convertido sua esposa e sua filha.

As comunidades cristãs fundadas por Tomé na Índia, formadas sobretudo por judeus indianos, mantiveram parco contato com as Igrejas da região do Mar Mediterrâneo até a conquista árabe. Após este período, ficaram isoladas até a chegada dos portugueses na Índia, que se surpreenderam com a presença de cristãos nativos na Índia. Este fato serviu fortemente para popularizar a devoção a São Tomé entre os portugueses.

Porém, teria mesmo São Tomé andado por aqueles cantos? Embora o livro Atos de Tomé diga que o apóstolo embarcou diretamente da Judéia para a Índia através de um barco mercante romano, outras tradições dizem que ele teria pregado na Pérsia com Natanael, tendo ido à Índia em seguida. Além da tradição dos Cristãos de São Tomé, existentes até hoje naquele país, existem vestígios arqueológicos, como as chamadas Sete Igrejas e Meia, uma série de oito templos que teriam sido construídos pelo apóstolo no Sudoeste Indiano. Além, é claro, de seu túmulo em Madras, onde os portugueses ergueram uma Catedral em sua homenagem.

Embora a nós possa ficar a dúvida da fantástica peregrinação de São Tomé na Índia, no coração dos nativos que receberam sua mensagem certamente vive a certeza de seu testemunho e da fé que demonstrou em prol dos ideais de Jesus Cristo. 
 
 
 

Cantinho do Amor ...(Charles e Camila)...




"O amor é a mais universal, a mais formidável,
e a mais misteriosa das energias cósmicas."

O amor nos tempos do sexo
                                                                      (desconheço autoria)


Não me interesso por reis, nem os do baralho.
Mas como me interesso pelo amor e, principalmente,
por histórias de amor,
não pude evitar o envolvimento quando li
que aconteceu o final feliz da saga amorosa do Príncipe Charles, herdeiro do trono da Inglaterra e dessa senhora de meia-idade,
Camila Parker sua eterna namorada.



Trinta e quatro anos de amor!
 Trinta e quatro anos de dificuldades de toda ordem,
imposições da família real, intrometimentos da Igreja Anglicana, casamentos com pessoas diferentes,
cerimônias espetaculares
(o casamento com Lady Di foi um dos eventos de maior pompa
que o Reino Unido já viu),
e o amor dos dois lá, brilhando como a luz de  um sol perpétuo.
E nem se pode dizer que era um desses afetos eternizados pelas afinidades intelectuais e psicológicas como foi, por exemplo,
o de Jean Paul Sartre e Simone de Beauvoir.
Nada disso.


O romance do feio e desengonçado filho da Rainha Elizabeth
com a feiosa Camila
tinha fortes raízes eróticas,
como mostrou o telefonema gravado de um diálogo entre os dois
(“Eu queria ser um tampax”)



Ele a amou toda a vida,
como Florentino Ariza amou Firmina Daza,
em “Amor nos Tempos de Cólera”, de Gabriel Garcia Marques.
Não valeu o tempo,
não importaram as rugas e as pelancas.



O mundo inteiro, convertido aos mitos de beleza da juventude,
torceu para que ele amasse a formosa Diana.
No entanto, o príncipe desengonçado só amou a sua bruxinha,
com aquela cara amassada e cheia de marcas,
com aquele corpo desgracioso.



Camila Parker é uma vitória do amor
sobre os estereótipos de nosso tempo.
Juliana Paes com seu traseiro formoso, inspiraria amor igual?
E Luma de Oliveira, com suas coxas célebres?
Seguramente, não!



Essa inglesa feia, de cinqüenta e alguns anos,
 mostrou a todas as mulheres, as que não são jovens,
que não são belas, que nunca aplicaram silicone ou botox,
que uma mulher pode ser amada por ela mesma, e para sempre.

A obsessão pelos corpos sarados, pelas formas perfeitas,
pelo estilo feminino top-model,
foi derrotada por esse obstinado romance.


O romantismo ganhou, o sentimento prevaleceu,
 e as mulheres tidas como feias
também podem sonhar com seu príncipe.
Seja ele príncipe de verdade, ou de fantasia.
 Pertença à Casa de Windsor ou à casa nenhuma,
com sobrenome Pereira ou Silva.

Camila Parker, quando subiu ao altar, em cerimônia discreta,
deve ter se sentido a mais linda das noivas.
E certamente, à noite, quando mais uma vez se despir diante dele,
o príncipe vai enxergar, não o corpo flácido de uma senhora,
mas o corpo esbelto, juvenil, perfeito, que possuem todas as mulheres,
de qualquer idade, quando são amadas.